Vasco cumpre exigências e reforma alojamentos da base

Vistoria nesta segunda comprovou melhoras na infra-estrutura. Por hora, clube não terá atividades de base interrompidas

Nelson Lima Neto - 20/08/2012 - 11:48 Rio de Janeiro (RJ)

Clube apresentou detalhes de como ficaram os alojamentos após a reforma (Foto: Divulgação/Site Oficial do Vasco)

Na manhã desta segunda-feira, um grupo de promotores da 1ª Vara da Infância e da Juventude esteve em São Januário para analisar as reformas que estão sendo feitas nos alojamentos da Colina Histórica, que abrigam as categorias de base do Vasco. A vistoria foi agendada na última sexta, após o clube apresentar à justiça que já estava realizando as reformas necessárias no local.

A promotora do Ministério Publico, Clisânger Gonçalves, integrou a comitiva que esteve nos alojamentos e comprovou que o clube realizou as reformas necessárias para abrigar de forma decente os jovens atletas que integram a base cruz-maltina.

- O Vasco acatou o pedido da justiça e, em 48h, realizou as reformas mínimas para abrigar os jovens no local. Foram instalados ar-condicionados, os banheiros foram reformados, o ambiente estava mais agradável. Além disso, um novo refeitório foi colocado à disposição dos jovens, com condições salubres para alimentação – avaliou a promotora, que alertou para as condições da Escola Vasco da Gama, que também fica em São Januário.

- Agora nos preocupa a situação da escola. Os garotos estão sem aula em função das reformas. Por entender que o Vasco vem acatando o pedido feito pela justiça, demos 15 dias para que tudo seja feito – afirmou.

Banheiros também foram reformados (Foto: Divulgação/Site Oficial do Vasco)

Com isso, os jovens atletas da base continuam alojados em São Januário, afastando a possibilidade de ter as atividades encerradas. A promotora garantiu que, apesar do clube ter feito o necessário para dar as mínimas condições a garotada, novas fiscalizações serão feitas, sem programação prévia, para averiguar a continuidade do processo de reforma no local.

- Não houve, realmente, necessidade de interditar o local. Os garotos agora possuem um lugar decente para viver e praticar sua atividade esportiva. Isso não quer dizer que o Vasco está livre do processo. A possibilidade de encerramento das atividades acaba quando o clube acata os pedidos, mas a justiça vai analisar a responsabilidade sobre o processo que está sendo movido – concluiu.

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