Ele não joga bola, não fala, não ganha salários astronômicos... Mas sem dúvida foi uma das grandes estrelas da Copa do Mundo da África do Sul. O polvo Paul, que vive num aquário em Oberhausen, na Alemanha, ganhou fama por sempre acertar seus palpites. Ele aposta no vencedor escolhendo a comida em dois potes. Ele acertou tudo, até a vitória da Sérvia sobre a Alemanha e a classificação da Espanha para a final. A ministra espanhola quis protegê-lo. E empresários ofereceram furtunas para comprá-lo.
Larissa Riquelme
Tudo começou quando ela apareceu nas ruas de Assunção comemorando a classificação para as oitavas de final após o empate do Paraguai com a Nova Zelândia em 0 a 0. Com o celular entre os seios, seu decote ganhou o mundo. Depois, prometeu ficar nua se o Paraguai fosse campeão mundial. Não deu, os paraguaios caíram nas quartas, mas a Namoradinha da Copa posou pelada por reconhecer os esforços dos jogadores na melhor campanha do país na História.
Jabulani
Antes mesmo da Copa do Mundo começar, a bola começou a sofrer críticas de todos os lados. O goleiro brasileiro Julio Cesar a chamou de "bola de supermercado". Foi digna de estudos de físicos, matemáticos... Leve e com poucos gomos, a Jabulani levou os goleiros à loucura com suas trajetórias improvevisíveis. Não foram poucas as vítimas da Jabulani - que o digam o inglês Green e o argelino Chaouchi. A Jabulani foi a bola mais famosa de todas as Copas!
Maradona
Que figuraça! O segundo maior jogador do mundo, tão odiado por muitos brasileiros, é uma figura impagável. Se joga no chão quando seu time faz gol, pula como criança, joga beijinhos para o público, se desespera quando seu time leva um (e não foram poucos nesta Copa). E depois do jogo abraça e beija um por um seus jogadores. El Pibe ainda voltou a Buenos Aires nos braços do povo, mesmo com a eliminação nas quartas de final após uma acachapante goleada para a Alemanha.
Galvão Birds
O fenômeno correu o mundo. Na Copa do Mundo do Twitter - a ferramenta de microblogs que faz cada vez mais sucesso na internet -, a revolta dos brasileiros com as narrações e comentários do locutor Galvão Bueno, da Rede Globo, acabaram provocando a maior piada interna da história. Surpresos com o "CALA BOCA GALVÃO" entre os termos mais citados no Twitter, os estrangeiros queriam saber do que se tratava. Até que alguém respondeu que era uma campanha para salvar pássaros da espécie "Galvão", ameaçados de extinção. Os "Galvão Birds" ganharam até campanha na rede mundial de computadores e viraram febre entre os twitteiros.
Vuvuzela
Ah, essa corneta... A vuvuzela, que já tinha dado uma demonstração de sua potência na Copa das Confederações, deixou os locutores, jornalistas e torcedores que foram aos jogos da Copa completamente surdos. A tradicional cornetinha sul-africana provocou uma corrida em todos para abafar este som. Empresas fizeram manuais de como minimizar os sons da corneta nas transmissões da TV. Camelôs faturaram alto com as shushuzelas, protetores de ouvido, nos estádios. A Fifa chegou a pensar em proibir as vuvuzelas, mas não foi adiante.
Cid Moreira
Antes, era a voz do Jornal Nacional. Depois, virou a voz da Bíblia. Agora, Cid Moreira é a voz da Copa. Sua interpretação "mala" de Jaaaa-buu-laaaa-niiiiiiiiiii ficou famosa durante as transmissões dos jogos pela TV. A cada giro improvável da bola da Copa, lá vinha o Cid Moreira gritando. Chato ou não não importa. O fato é que esse gritinho virou mania no Brasil a cada frango ou chute bisonho no Mundial.
Mick Jagger
Pé-frio? Os pés do roqueiro Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, não são frios, não... Eles chegam ao zero absoluto! É só ele dizer que vai torcer para uma seleção e... adeus, Copa! Em Rustemburgo, ele assistiu a EUA x Gana ao lado do ex-presidente Bill Clinton, pelas oitavas de final, e deu Gana. Um dia depois, lá estava o roqueiro torcendo pela Inglaterra contra a Alemanha. Resultado? Alemanha 4x1 - com direito a bola que entrou da Inglaterra e não foi gol. Depois, foi torcer pelo Brasil contra a Holanda, nas quartas de final. E deu no que deu...
Holandesas da propaganda
Elas arrancaram suspiros dos espectadores que foram assistir ao clássico europeu entre Holanda e Dinamarca, na primeira rodada, no Soccer City. Mas não passava de um truque de marketing. As louraças assistiram ao primeiro tempo de laranja, fazendo-se torcer pela Holanda, mas escondiam nas saias a propaganda de uma cervejaria. No segundo tempo, elas se transformaram e viraram dinamarquesas. Foram retiradas dos estádios porque a Fifa proíbe propagandas deste tipo. Algumas tiveram até de prestar depoimento em um Júri na África do Sul, mas todas foram liberadas. Ganharam bem mais que 15 minutinhos de fama.