Eleição de Del Nero na CBF cumpre plano de Teixeira

Antes de deixar entidade, ex-presidente arquitetou o futuro da entidade

Amélia Sabino, Leo Burlá e Michel Castellar - 29/06/2012 - 22:00 Rio de Janeiro (RJ)

Marco Polo Del Nero (Foto: Bruno de Lima)

Aliado de Ricardo Teixeira e um de seus confidentes, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, foi eleito ontem vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a Região Centro-Sul. Com o triunfo, o dirigente passa a ser o primeiro na linha de sucessão do atual mandatário José Maria Marin.

Nesta sexta, na sede da CBF, Del Nero foi eleito por 46 votos e só não teve o apoio de Atlético-MG, ausente do pleito. Sua oficialização no cargo veio de encontro ao plano elaborado por Teixeira, antes de deixar a entidade em março.

Com a renúncia de Teixeira, Marin, que representava a Região Centro-Sul, assumiu o comando da entidade por ser o mais idoso entre os cinco vice-presidentes. E, a partir desse momento, Del Nero sai dos bastidores e passa a figurar constantemente ao lado de Marin, inclusive, na participação de várias reuniões administrativas na CBF, as quais outros presidentes de federações não eram convidados.

- Se por qualquer circunstância me afastar, fico tranquilo porque estará respondendo pela CBF um homem de grande competência, capacidade e principalmente de grande confiança - festejou Marin, ao término da eleição de Del Nero.

Com a primeira parte do ritual estabelecido por Teixeira cumprido, resta, agora, a segunda parte. Del Nero se tornar presidente da CBF, fato que ocorreria antes das eleições previstas para o primeiro semestre de 2015. Mas Marin nega a possibilidade de deixar a entidade e se dedicar somente ao Comitê Organizador da Copa (COL), do qual também é o mandatário.

- Absolutamente não (sair da CBF antes de 2014). O Marco Polo tem todas as condições, mas também me sinto em condições de continuar respondendo tanto pela CBF quanto o COL - disse Marin.

Em seu discurso da vitória, Del Nero prometeu continuar seu empenho pelo desenvolvimento do futebol. O dirigente, que vai acumular a vice-presidência com a presidência da FPF, elegeu achar uma solução para o fim das dívidas dos clubes sua principal meta.

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