'Chefões' da Copa ignoram problemas e exaltam Mundial

Atrasos são minimizados e obras de estádios são exaltados por Jérôme Valcke e Aldo Rebelo em Brasília

Léo Burlá - 28/06/2012 - 15:44 Enviado especial a Brasília

Ao fim da nova ronda da comitiva da Fifa e do COL a três cidades-sedes da Copa do Mundo (Natal, Recife e Brasília), a sensação é a de que, para as cabeças pensantes do Mundial, tudo corre às mil maravilhas no país do futebol.

Na capital federal, em coletiva que aconteceu após reunião das autoridades da Copa, dentre elas o ministro Aldo Rebelo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, José Maria Marin, presidente do Comitê Organizador Local (COL), além da dupla Bebeto e Ronaldo, integrantes do Conselho de Administração do COL, o grupo mostrou, após meses de tensão, enfim, ter afinado o discurso.

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O andamento das obras nos estádios foi elogiado por todos, e o caos no sistema aeroportuário não foi motivo para estresse entre as partes. O ministro chegou a dizer que a capacidade de operação em 2014 será de 50% acima da demanda.

As obras de mobilidade urbana, muitas já retiradas da Matriz de Resposabilidade - por conta dos prazos menos elásticos - e postas no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram seu rápido andamento exaltado.

O secretário da Fifa chegou a dizer que 80% de todo o previsto estará pronto para o Mundial. Segundo estimativas da Controladoria Geral da União (CGU), boa parte das intervenções preocupam e a estimativa não é assim tão otimista.

- Esta reunião deu prosseguimento aos avanços, há uma maior integração. A Fifa, o COL e o governo demosntraram o grau de integração existente. Celebro esta reunião como um amadurecimento das esferas pública e privada - pontuou Aldo Rabelo.

O único momento no qual Valcke demonstrou que há arestas existentes foi quando questionado sobre a Lei Geral da Copa. Seco, o francês falou:

- A Lei contém coisas que não correspondem às nossas expectativas (da Fifa).

No próximo dia 30 de agosto, outra reunião está programada para acontecer no Rio de Janeiro. É provável que novas cidades sejam visitadas pela Fifa e pelo COL.

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