Inter e Oscar pagam multa e atleta é, enfim, negociado com o Internacional

Jogador e clube efetuaram o pagamento da rescisão mais perdas e danos, totalizando 15 milhões de reais aos cofres do Tricolor

LANCEPRESS! - 30/05/2012 - 13:54 São Paulo (SP)

Oscar - Internacional (Foto: Alexandre Lops/Internacional)

A novela Oscar chegou ao fim. Por meio do site oficial do clube, o São Paulo anunciou a formalização do pagamento da multa rescisória (acrescida de perdas e danos), efetuado pelo atleta e pelo Internacional, ao clube do Morumbi, em um total de 15 milhões de reais.

O atleta, agora definitivamente um ex-são-paulino, apresentou na tarde desta quarta uma petição ao Tribunal Superior do Trabalho reconhecendo que, mediante o acórdão do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que observava a validade de seu contrato com o Tricolor, ainda poderiam haver dúvidas quanto à possibilidade do jogador disputar competições pelo Colorado.

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Por isso, Oscar decidiu acabar com o imbróglio, formalizando o pedido de rescisão contratual com o São Paulo, pagando a cláusula penal firmada ainda na época de seu vínculo com o clube, adicionando uma indenização por perdas e danos, totalizando assim o montante de 15 milhões de reais.

O valor da negociação representa o maior valor já pago por um clube brasileiro a outro pela transferência ou rescisão de contrato de um atleta profissional de futebol.

- O recebimento da multa acrescida das perdas e danos encerra mais de 30 meses de litígio judicial. O mais importante é que restabelece o respeito às obrigações assumidas em contrato e confirma que todas as condutas do SPFC nesse caso foram absolutamente legais e regulares - disse o diretor de futebol Adalberto Baptistas, ao site oficial do clube.

Quem também se pronunciou a respeito do caso foi o presdiente Juvenal Juvêncio, que sempre quis contar com Oscar (formado nas categorias de base do clube), independentemente da vontade do atleta.

- O que se discutia aqui não dizia respeito apenas a direitos, ora plenamente reconhecidos, do São Paulo Futebol Clube. Mas sim, o futuro do Futebol Brasileiro, que tem na formação de atletas pelos Clubes o seu oxigênio. Sempre entendi e manifestei que o que estava em jogo na solução do 'caso Oscar' era a segurança jurídica que os Clubes teriam, ou não, para realizar seu trabalho vital de formação de atletas - declarou Juvenal, também ao site oficial do Tricolor.

- As decisões que prevaleceram e foram reconhecidas neste acordo devolvem aos clubes essa tranquilidade essencial para realização do seu trabalho. Parabenizo, assim, o esforço de todos os envolvidos, em especial do Dr. Carlos Eduardo Ambiel e equipe que, com competência e denodo, tomaram todas as medidas ao seu alcance para a defesa da Instituição e dos valores maiores em discussão neste processo - completou. e

Pelo lado colorado, felicidade. Logo após o anúncio, alguns integrantes do departamento de Futebol ainda não estavam cientes da decisão. O acordo trouxe tranquilidade ao clube. O departamento jurídico cuidou do caso, com o presidente Giovanni Luigi.

- Chegamos a uma acordo na manhã desta quarta-feira, cedo. O Oscar e seus agentes pagam uma parte, nós pagamos outra - explicou Daniel Cravo, advogado do clube.

O meia se manifestou através de sua assessoria de imprensa. Ele será o camisa 10 da Seleção Brasileira nesta quarta-feira, quando o Brasil enfrenta os Estados Unidos.

- Estou muito feliz porque finalmente fechamos o acordo e agora não existe nenhuma pendência. Agradeço a todos que durante esse período estiveram ao meu lado. Gostaria de agradecer também à minha família, ao meu empresário Giuliano Bertolucci, aos meus advogados e também os do Internacional, assim como a torcida colorada. Estamos juntos - pronunciou-se.

Entenda o caso

Ainda em 2009, Oscar, juntamente dos são-paulinos Lucas Piazon e Diogo, entrou na Justiça contra o São Paulo para tentar rescindir seu contrato com o clube, alegando irregularidades em seu contrato.

O São Paulo conseguiu, em fevereiro deste ano, a posse dos direitos econômicos de Oscar graças a uma decisão judicial, que anulou a rescisão de contrato do jogador com o clube do Morumbi - ocorrida em 2010. O meia foi obrigado a retornar ao Tricolor, que pedia 17 milhões de reais. Dessa forma, o Tricolor conseguiu com que o jogador não jogasse algumas partidas pelo Colorado na fase de grupos da Copa Libertadores.

Contudo, no início deste mês de maio, o ministro Guilherme Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Trabalho, concedeu habeas corpus ao jogador para que pudesse atuar pelo Internacional. O Tricolor entrou com recurso, mas sem sucesso. O meia jogaria, logo depois da cessão do habeas corpus, na primeira partida da final do Gauchão, diante do Caxias, quando anotou um gol.

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