Ceni discute com Ney Franco, que responde: 'É cada um na sua'

Analisando o andamento do jogo, goleiro pede a entrada de Cícero na equipe. Contudo, técnico não o atendeu. Com poucas palavras, o treinador explicou o fato

Bruno Quaresma - 25/10/2012 - 01:31 São Paulo (SP)


Ney Franco demonstrou irritação na coletiva depois do empate por 0 a 0 entre São Paulo e LDU de Loja (ECU), na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana. Não pelo empate e futebol ruim, mas por uma atitude de Rogério Ceni durante a partida.

Durante boa parte do segundo tempo, o goleiro ficou gesticulando para o banco de reservas pedindo uma alteração na equipe. Ney Franco demorou para mexer no time, e o capitão foi mais incisivo. Ele foi até a intermediária e fez mais gestos para o técnico, que, pouco depois, saiu da área técnica e esbravejou contra o ídolo do clube.

Quando questionado se Ceni havia sugerido alguma alteração, Ney Franco foi curto na resposta:

– Foi um pedido com nome. Ele pediu o Cícero. Eu optei pelo Willian José. Foi só o que aconteceu.

OPINE!
Quem você colocaria em campo diante da LDU de Loja: Cícero ou Willian José?
Você é a favor dos pedidos de Rogério Ceni por alterações no time?

Acostumado a dar respostas longas, o treinador são-paulino falou o mínimo para tratar desse assunto. Na sequência, o comandante foi perguntado se aprovava palpites dos jogadores na escalação.

– Não aprovo. Acho que é cada um na sua. Cada um fazendo a sua função. Se eu achasse que deveria ser o Cícero, eu colocaria – disse.

No vestiário, depois da partida, eles não falaram sobre o tema:

– Eu vou conversar com o grupo todo amanhã (quinta-feira), a gente sempre tem esse tipo de conversa nas reapresentações e, com certeza, esse é um tema que a gente vai tocar.

Há 22 anos no São Paulo, Rogério Ceni tem o costume de conversar com os treinadores e sugerir alterações durante o jogo. Na saída do gramado, ele não foi questionado sobre o assunto e também não passou pelo saguão de imprensa.

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