Governo não reconhece acordo com CBA para novo autódromo

Documento firmado na Justiça em 2007 não tem valor, afirmou o presidente da APO. Mas governo prometeu cumprir o que foi estabelecido

Michel Castellar - 04/06/2012 - 07:01 Rio de Janeiro

O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, não reconhece o acordo judicial celebrado para a construção de um novo autódromo para o Rio e a consequente destruição da Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá, Zona Oeste, para o surgimento do Parque Olímpico dos Jogos de 2016. De acordo com o documento celebrado em 2007, entre a União, o estado, o município e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a instalação de Jacarepaguá só pode ser desativada após a nova pista ser concluída no local escolhido: Deodoro, Zona Oeste.

– O acordo judicial, era um acordo de propósitos e nunca foi homologado. Não foi feito em juízo – afirmou Fortes.

Em seguida, o presidente da APO salientou que o mais importante, no momento, é que as obras serão feitas como estão descritas no documento. Sem a necessidade de novos embates jurídicos.

– Estamos tratando, agora, de uma palavra que é confiança. Mais vale uma confiança do que um acordo. Porque, nesse caso, o acordo nem homologado está – considerou o presidente da APO.

Fortes ainda destacou que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se comprometeu a, após o fechamento de Jacarepaguá, em dezembro, patrocinar as competições regionais do Carioca, em outros estados.

- O que eles querem é fazer as suas corridas. Já vão ter os patrocinadores e vai ser feito em outro autódromo. A palavra, agora, não é acordo judicial mas confiabilidade entre as partes. Vamos cumprir tudo o que combinamos - destacou Fortes.

As obras para a construção do Parque Olímpico Rio-2016 começarão ainda neste primeiro semestre dentro do Autódromo Nelson Piquet. E as primeiras ações não vão prejudicar o andamento do calendário automobilístico deste ano.

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