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Publicada em 2/7/2009 às 23:07

Os erros do Corinthians na Libertadores

Nas sete participações anteriores, clube colecionou deslizes

Jogadores terão a missão de conquistar o título da Libertadores no ano do Centenário do clube (Crédito: Ricardo Rimoli)

Jogadores terão a missão de conquistar o título da Libertadores no ano do Centenário do clube (Crédito: Ricardo Rimoli)

Márcio dos Santos
Márcio dos Santos SÃO PAULO
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Falta de comprometimento, ingenuidade, incompetência de dirigentes, goleiro em noite milagrosa, soberba, imaturidade e nervosismo . Eis alguns erros responsáveis pelas derrocadas corintianas em busca da tão sonhada conquista da Libertadores, desde que o Corinthians iniciou sua história na competição sul-americana, em 1977.

Naquele ano, a expectativa pela quebra do jejum de títulos estaduais, que já durava 22 anos, era a prioridade. Vale lembrar que, naquela época, as equipes brasileiras não davam tanta importância à Libertadores quanto hoje. Desta forma, o Corinthians só “estreou” mesmo na Libertadores em 1991.

No entanto, o foco e a prioridade dispensada não impediram deslizes dos comandantes corintianos no início da década de 90. A diretoria acreditou que o título viria apenas com a base campeã brasileira, um ano antes. Esforçada, mas limitada tecnicamente, ainda teve o zagueiro Guinei como obstáculo: ele falhou nas duas partidas das oitavas-de-final contra o Boca Juniors (ARG). Em 96, na queda para o Grêmio, uma pré-temporada infeliz marcada para uma cidade litorânea externou a fraqueza do clube.

O sonho também esbarrou no arquirrival Palmeiras, ou melhor, no goleiro Marcos. Em 99, nas quartas-de-final, ele ficou marcado por ter defendido tudo no jogo de ida, quando passou a ser chamado de "São Marcos". Já em 2000, a soberba corintiana ajudou Marcos, consagrado com a defesa do pênalti de Marcelinho.

O século mudou e o Corinthians seguiu dando provas de que ainda não estava preparado para alcançar seu maior sonho. Em 2003, a catimba argentina do River Plate (leia-se D’Alessandro) foi mais eficiente. Os laterais Kléber e Roger perderam a cabeça e Corinthians, a vaga nas quartas-de-final.

Já a participação de 2006, com eliminação de novo para o River, foi ainda mais vergonhosa. A equipe galáctica, formada por Tevez, Roger, Nilmar & Cia. naufragou. Um vexame histórico, com parte da torcida tentando invadir o gramado, em partida que não terminou. 2010 vem aí...


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