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Jardel destaca o duelo da melhor defesa da Série B, contra um dos melhores atacantes do mundo (Foto: Rodrigo Vessoni)
Ídolo nos rivais portugueses Porto e Sporting, de Lisboa, onde conquistou diversos títulos nacionais. Tricampeão carioca pelo Vasco no início dos anos 90. Campeão da Copa Libertadores em 1995 pelo Grêmio e também Bicampeão gaúcho pelo Tricolor. Muitos títulos e prêmios marcam a carreira do artilheiro Mario Jardel, atualmente jogando no Criciúma, de Santa Catarina.
Em entrevista a equipe de reportagem do LANCENET!, o atacante, artilheiro no Brasil e no exterior, fala sobre a partida deste sábado no Sul contra o Corinthians, o momento que vive no Tigre jogando apenas os jogos em casa nesta reta final de Série B, a superação de seu problemas com as drogas e ainda revela uma paixão por três clubes brasileiros:
- Eu sempre fui são-paulino, flamenguista e gremista.
Confira a seguir, os principais trechos da entrevista com o artilheiro Jardel:
O que você fala sobre os problemas com drogas que teve?
- Você pode estar em São Paulo, você pode estar no meio do mato. Quem procura acha. Tudo depende da gente. É só querer, no mundo todo. Eu acho que uns precisam de ajudar, outros não. Eu particularmente acho que eu não precisava de ajuda. Porque eu tenho uma força interiormente muito grande. E consegui estar tranqüilo com a minha família. Eu estou tentando melhorar dia-a-dia, para tentar acabar minha carreira com uma boa imagem.
Tem favorito para o jogo de sábado contra o Corinthians?
E o Corinthians tem a melhor defesa de toda Série B...
Então, será o duelo da melhor defesa contra um dos maiores atacantes do mundo! Com certeza!
Nessa reta final você vem jogando apenas em Criciúma...
- Acho que é uma opção do treinador. Porque eu sou funcionário do clube. Se quiser me levar (nas viagens) vou ter que jogar, seria da mesma maneira. E eu respeitei.
Outros jogadores também já fizeram ou fazem isso...
- É eu vou fazer igual o que se fez com o Romário e que se faz com o Edmundo. Me poupar para fazer um jogo em casa e fazer bem. Porque fora de casa, pelos resultados não estarem acontecendo, melhor jogar no contra-ataque, respeitando a decisão dele (técnico), mas na hora que precisar eu estou aqui, à disposição do treinador.
Outro artilheiro, Túlio do Vila Nova, vem fazendo gols, você se inspira nele?
Torce para quem na Série A do Brasileirão?
- Torço pelo São Paulo. Eu sempre fui são-paulino, flamenguista e gremista. Agora eu estou torcendo pelo Grêmio. O São Paulo também está lá. Sempre tive carinho pelo São Paulo, pela estrutura e organização.
Jogador às vezes fala demais?
- Acho que se todo jogador falasse o que pensasse, aí teria muita polêmica. Ia estragar muito grupo ein... Nunca tive problema, sempre fui um jogador de grupo. Mas aí depende de cada pessoa.
Você queria ter disputado a Copa do Mundo de 2002?
- Fui artilheiro do mundo e da Europa em 2002. Mas não guardo mágoas do Felipão não. Eu acho que se você for perguntar, qualquer um gostaria de ter ido. Eu fiquei triste, mas já passou.
Quais foram seus principais parceiros de ataque?
- Paulo Nunes, João Pinto no Sporting Lisboa (POR). Gica Hagi (George Hagi), romeno no Galatarasaray. No Brasil, além do Paulo Nunes, o Valdir bigode jogou comigo no Vasco. Mas é isso, a minha carreira mais sólida foi na Europa.
Recentemente você quase jogou pelo Palmeiras...
- Mas o Bolton da Inglaterra não liberou. Deu maior problema. Eu fiquei chateado para caramba, de não ter jogado no Palmeiras. Eu fiquei treinando, mas as coisas não estavam acontecendo. Eu assinei contrato, tudo lá, mas não deu certo e eu fui para a Argentina, pro New Old Boys.
Pensa em ser empresário de futebol um dia?
- É lógico que eu vou querer ser empresário. Pegar jogadores e botar em um clube, revelar jogadores. Porque eu tenho um olho para isso. Já agitei muita gente já. Eu indicava lá no Porto, no Sporting. O técnico me perguntava de tal jogador e eu falava "pode trazer que é bom", todos que eu indiquei, que me perguntaram também, resolveram. Doriva e outros jogadores.
| Clubes: Ferroviário, Vasco, Grêmio, FC Porto (POR), Galatasaray (TUR), Sporting (POR), Ancona (ITA), Bolton Wanderers (ING), Newell's Old Boys (ARG), Alaves (ESP), Goiás, Beira Mar (POR), Newcastle United Jets (AUS) e Criciúma |
Nome: Mario Jardel de Almeida Ribeiro | Títulos: Cariocas de 92, 93 e 94 e Copa Rio de 93 pelo Vasco; Libertadores de 95, Recopa de 96 e Gaúchos de 95 e 96 pelo Grêmio; Português de 96/97, 97/98 e 98/99, Taça de Portugal 97/98 e 99/2000 e Supertaça de Portugal de 96/97, 97/98 e 98/99; Copa da UEFA de 2000 e Supercopa Européia de 2000 pelo Galatasaray; Português de 01/02 e da Taça de Portugal de 01/02 pelo Sporting; Argentino 2004 pelo Newell's Old Boys e Goiano pelo Goiás, em 2006 |
| Atacante do Criciúma | Prêmios: Melhor jogador do Campeonato Português: 96/97, 98/99 e 01/02; Chuteira de Ouro da Europa: 99 e 02; Artilheiro da Copa Libertadores: 95; Artilheiro do Campeonato Português: 96/97, 97/98, 98/99, 99/00, 01/02 e Artilheiro da Liga dos Campeões: 99/00 |
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