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O técnico Marcelo Buarque orienta seus jogadores para a fase final da Série C (Crédito: Paulo Wrencher)
Enquanto Fluminense e Vasco lutam desesperadamente para não ir para a Série B no ano que vem, na Baixada Fluminense um clube, antes tido como patinho feio, pode alcançar um feito histórico. Fundado no dia 15 de outubro de 2005, o Duque de Caxias caiu literalmente de pára-quedas na Série C deste ano com o abandono de última hora da Cabofriense.
Porém, os outros dois representantes cariocas na competição - Boavista e Madureira - geravam muito mais expectativa de sucesso do que o co-irmão mais novo da Baixada.
Apesar do pouco tempo de vida, o Duque de Caxias tem um projeto ousado. Em dezembro do ano passado, o clube inaugurou o Estádio Romário de Souza faria, o Marrentão, num amistoso com uma equipe mista do Vasco que terminou empatado em 1 a 1. O centroavante dos mil gols, contudo, nunca compareceu ao estádio.
Já neste ano, uma contratação bombástica: aos 39 anos, o tetracampeão mundial Viola foi contratado. Ao lado dele, outro atacante conhecido. O ex-motorista de van, Edivaldo, que participou da campanha de acesso à Série A do Botafogo em 2003, diferentemente do companheiro mais famoso, acabou ficando no clube para a disputa da Terceirona e virou um dos símbolos da equipe. Ele já marcou dez gols na competição.
- A van eu já não dirijo mais, agora comando só o 'bonde de Caxias' - garante Edivaldo.
A possibilidade de disputar a Série B empolga o presidente do Duque de Caxias, Luis Carlos Arêas. No entanto, ele não quer a presença dos 'arqui-rivais' Vasco e Fluminense na competição do ano que vem.
- Se os dois clubes caírem, com certeza nosso trabalho ficará mais difícil. Além disso, não é bom para o futebol carioca ter dois dos seus maiores clubes na Segunda Divisão. Com o que estamos fazendo, já somos a quinta força do estado - acredita o dirigente.
As dificuldades serão grandes. A começar pelo fato de não poder utilizar o Marrentão neste Octogonal final - a capacidade do estádio não chega ao mínimo de 10 mil lugares exigidos pela CBF. Com isso, o Duque deverá mandar suas partidas no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Pelo menos é lá que começa essa caminhada final, neste sábado, às 15h, contra o Confiança-SE.
Com um sonho maior do que o próprio orçamento, o Duque de Caxias é empurrado por quase 900 mil torcedores - número aproximado de habitantes no município. Chegou o momento de mostrar que o caçula do futebol carioca tem gênio forte e chegou para ficar.
Conheça mais o Duque de Caxias:
TIME-BASE: Borges, Douglas Silva, Tinoco, Tica e Alan; Cléber, Marcelo Cardoso, Geovani e Renatinho; Dudu e Edivaldo. Técnico: Marcelo Buarque.
Campanha: 9 vitórias/ 3 empates/ 6 derrotas; Aproveitamento: 55,5%/ 28 gols pró - 23 gols contra.
Destaques: Edivaldo, atacante que já marcou dez gols na Série C e Tinoco, zagueiro que foi revelado pelo Fluminense.
Curiosidade: Nem mesmo a diretoria acreditava que o Duque de Caxias fosse chegar tão longe. Uma prova disso foi o clube fazer uma parceria com o Rio Branco, de Campos dos Goytacazes, interior do Rio, para ceder os jogadores para a disputa da Série B carioca. Como o Tricolor da Baixada foi mais longe do que o previsto, o time campista ficou a ver navios.
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