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Desde 2004, quando estreou na NFL, a liga profissional de futebol americano, Eli Manning era apenas conhecido como o irmão caçula de Peyton Manning, astro do Indianapolis Colts. Mas ele foi atrás de sua emancipação. Contrariando as expectativas e os números, levou o surpreendente New York Giants ao Super Bowl, a decisão da temporada, no dia 3 de fevereiro, em Phoenix. O adversário será o New England Patriots, invicto no campeonato.
Se um dos pontos fortes do Giants é o equilíbrio entre ataque e defesa, Eli sempre foi a incógnita do elenco. Inconstante, ele, que fará 27 anos no próximo dia 31, nunca emplacou números expressivos em quatro campeonatos. Esse ano, foi o quarterback mais interceptado da temporada regular – 20 vezes – ao lado de Carson Palmer (Carolina Panthers) e Jon Kitna (Detroit Lions). Sua eficiência era a segunda mais baixa entre os jogadores de sua posição classificados aos playoffs da NFL.
Sua inclusão entre os principais quarterbacks da liga veio em grande estilo. Nos playoffs, Eli comandou o segundo ataque que mais produziu jardas (602), além de ficar apenas atrás de seu futuro adversário no Super Bowl, o astro do Patriots, Tom Brady, em eficiência. Outro mérito foi não ser interceptado esse ano na pós-temporada em três jogos.
Resultado: o Giants, quarta melhor campanha da Conferência Nacional da NFL – com dez vitórias e seis derrotas –, derrubou dois favoritos nos playoffs, o último deles neste domingo à noite. Fora de casa, eliminou o Green Bay Packers na prorrogação por 23 a 20 e ficou com a taça da NFC.
Por pouco a NFL não assistiria à primeira decisão de título entre dois irmãos. O Indianapolis Colts de Peyton, atual campeão da liga, caiu diante do San Diego Charges na semifinal da Conferência Americana (AFC), em mais uma zebra da pós-temporada. Outro resultado surpreendente foi a eliminação do Dallas Cowboys, melhor campanha da temporada regular, diante do New York Giants, com atuação excelente de Eli.
Invicto cai de produção
A um jogo de se tornar o segundo campeão invicto da história da NFL – o Miami Dolphins obteve o feito em 1972 –, o New England Patriots ganha até jogando mal. No domingo, bateu em casa o San Diego Charges por 21 a 12, levou o título da AFC, mas despertou certa preocupação nos torcedores.
Melhor ataque da história da NFL, com 589 pontos marcados na temporada regular, o Patriots perdeu força ofensiva nos playoffs. Em dois jogos – contra Jacksonville e San Diego – teve média de 26 pontos, contra 36,8 na temporada regular. Domingo, o quarterback Tom Brady não repetiu a mesma precisão nos passes e foi interceptado três vezes.
Esta é a quarta vez em sete anos que o New England Patriots avança ao Super Bowl. O time de Massachusetts dominou o início do século, com três títulos em quatro temporadas.
Após bronca, kicker vira herói
O New York Giants teve duas chances de vencer o duelo com o Green Bay, domingo, pela final da Conferência Nacional da NFL, sem precisar da prorrogação, ambas no pé direito do kicker Lawrence Tynes. A primeira num field goal de 43 jardas, errado bisonhamente e que lhe rendeu uma bronca à beira de campo do técnico Tom Coughlin. A outra, de 36 jardas, foi a quatro segundos do fim, e manteve o placar igualado em 20 a 20. Na prorrogação, novo field goal e com distância maior: 47 jardas. Tynes, enfim, acertou e virou herói, colocando o Giants pela primeira vez no Super Bowl desde 2001.
– Obrigado, Deus, por me dar outra oportunidade – agradeceu Tynes após a vitória no campo adversário.
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<p><a href="">Quaterback do Giants leva time à final da NFL</a>, LANCEPRESS! - Eli Manning consegue enfim sair da sombra do irmão mais famoso</P>
