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Uma represália ao Grêmio por parte do Benfica foi a razão da negativa dos portugueses à proposta do clube gaúcho pelo meia Diego Souza, que era superior, finaceiramente, à do Palmeiras. Foi o que disse o procurador do atleta, Carlos Leite, em entrevista à Rádio Gaúcha.
O que a direção do Grêmio suspeitava foi confirmado nas reuniões ocorridas em Lisboa, durante a semana. A decisão do Grêmio de aceitar a proposta do Hoffenheim, da Alemanha, e não a do Benfica, pelo atacante Carlos Eduardo, ainda em 2007, foi um desses fatores.
Outro foi a recusa do Grêmio em emprestar ao clube português três jogadores das categorias de base - o zagueiro Vágner e os meias Jonathan e Itaqui - com a condição de terem os passes fixados entre 300 mil e 350 mil euros (cerca de R$ 900 mil).
- A proposta do Grêmio foi superior em um valor bem pequeno. Mas, o Benfica deixou claro, desde o início, que não queria negociar com o Grêmio. Foi, talvez, pela situação do Carlos Eduardo, que o Benfica queria contratar e não conseguiu. Eles não gostaram, também, de o Grêmio ter negado a proposta sobre os três jogadores da base, e de outras coisas que não me cabe comentar - disse Carlos Leite.
O Grêmio ofereceu 4 milhões de euros (cerca de R$ 10,4 milhões) por Diego Souza contra 3,75 milhões (cerca de R$ 9,76 milhões) do Palmeiras, que ainda acenou com dois amistosos nos Estados Unidos.
Segundo Carlos Leite, uma das negativas do Benfica em relação ao Grêmio veio diretamente do presidente do clube, Luís Filipe Vieira.
- Quando chegamos em Portugal, o presidente falou que, para o Grêmio, ele (Diego Souza) não iria.
O procurador de Diego Souza aproveitou a entrevista para negar que tenha prometido ao Grêmio que, se o atleta ficasse no Brasil, jogaria no clube gaúcho.
- Jamais falei isso. O que falei foi que iria fazer todos os esforços para que ele ficasse no Grêmio. Tenho uma ótima relação com a direção gremista. Era uma vontade particular minha e do jogador.
Carlos Leite revelou, também, que, além de Grêmio e Palmeiras, um clube do exterior fez proposta por Diego Souza. Esses múltiplos interesses aumentaram o tamanho da novela sobre o destino dele.
- Foi uma negociação muita cansativa. Foi uma situação muito embaraçosa, muito complicada.
Ainda de acordo com o procurador, o Benfica cogitou, sim, a manutenção de Diego Souza no clube, mas os dirigentes portugueses foram rapidamente demovidos da idéia.
- Tivemos que mostrar a eles que não tinha as mínimas condições. O jogador estava dois anos e meio sob contrato e não conseguiu fazer uma partida. Além disso, tinha um contrato muito inferior em Portugal em relação ao que ele recebia no Brasil - garantiu Leite.
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<p><a href=""> Procurador de Diego confirma represália do Benfica</a>, LANCEPRESS! - Clube não negociou com o Grêmio graças à negativa por Carlos Eduardo
