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Roger esteve em campo em mais uma vitória do Fluminense sobre o Figueirense (Crédito: Cristiano Andujar)
Na reedição da final da Copa do Brasil deste ano, que aconteceu no Estádio Orlando Scarpelli, mesmo lugar da partida desta quarta-feira, o Fluminense voltou a derrotar o Figueirense, desta vez por 2 a 0, agora pelo Brasileiro. Os autores dos gols foram duas jovens revelações que fizeram suas estréias entre os profissionais: Tartá e Léo Itaperuna.
E, logo de cara, quase uma outra coincidência aconteceu. Logo aos três minutos, mesmo tempo que Roger marcou o gol único do título tricolor, Junior Cesar recebeu passe de Thiago Neves e chutou com força. A bola explodiu no travessão e, caprichosamente, quicou dentro do gol de Wilson. O árbitro Carlos Eugênio Simon não viu e deixou a partida seguir.
Este, aliás, foi o único lance de perigo da equipe tricolor na primeira etapa. Depois disso, tudo o que se viu em campo foi o Fernando Henrique trabalhar. E o goleiro teve muito trabalho na partida em que completava 150 atuações pelo Fluminense.
Logo aos seis minutos, Fernando Henrique teve de mostrar o porquê de ser o titular do gol tricolor. Em chute de fora da área, Ruy viu o goleiro espalmar, no ângulo direito, o que seria um golaço.
O tempo passava e o Fluminense estava perdido em campo. Talvez pela tática armada pelo técnico Renato Gaúcho, que escalou o time no 3-6-1. Com três zagueiros (Thiago Silva, Roger e Luiz Alberto) e três volantes (Fabinho, Maurício e Arouca), o Flu não conseguia sair de forma rápida para o ataque, que tinha apenas Adriano Magrão isolado entre os outros três zagueiros da equipe catarinense.
Com o domínio das ações ofensivas por parte do Figueirense, FH seguia trabalhando firme. Tanto que, aos 32 minutos, o goleiro evitou, de forma brilhante, o primeiro gol do time da casa. O ala-esquerdo André Santos chutou com força e FH salvou, espalmando a bola em seu canto direito. Na sobra, Jean Carlos perdeu ótima oportunidade ao chutar em cima do goleiro tricolor, que estava caído após a primeira defesa.
O bombardeio continuava e Fernando Henrique, aos 39 minutos, novamente salvou o Tricolor, após botar para escanteio o chute do zagueiro Chicão, que tinha endereço certo: a rede tricolor.
Para tentar evitar no segundo tempo o massacre da primeira etapa, o técnico Renato Gaúcho promoveu a estréia do jovem Tartá entre os profissionais. O jogador entrou no lugar do volante Fabinho, para tentar dar ao meio-de-campo tricolor uma maior movimentação, além de manter a posse de bola no ataque. Já pelo lado do Figueirense, o técnico Gallo tirou o vaiado Ramon e colocou Otacílio Neto em seu lugar.
Aos poucos o Fluminense tentava partir para cima. Dessa maneira, coube ao Figueirense os contra-ataques. E, por intermédio deles, o time catarinense rondava o gol do Fluminense, que continuava apático e perdido em campo.
O primeiro lance de perigo do Fluminense na segunda etapa só aconteceu aos 18 minutos. Em cobrança de falta, Thiago Neves rolou para Thiago Silva, que estava desmarcado dentro da área catarinense. O zagueiro perdeu ótima oportunidade de abrir o placar ao chutar em cima de Wilson.
Depois disso, o Fluminense descobriu que era pelo lado direito de seu ataque a maneira mais fácil de chegar a meta do Figueirense. Tanto é verdade que Thiago Neves, mentor das jogadas tricolores, caiu por aquele setor. E por lá, o apoiador cresceu de rendimento dando a Tartá, duas oportunidades de marcar, que foram desperdiçadas.
Na onda de perder boas chances, o Figueirense, aos 38 minutos, também perdeu boa oportunidade. Em cobrança de falta na entrada da área, Otacílio Neto chutou longe a chance de abrir o placar.
Chance essa que não foi perdida por Tartá. Ao receber passe de Maurício, aos 41 minutos, a jovem revelação tricolor deu um drible seco no zagueiro Chicão e, sem dó nem piedade, fuzilou o goleiro Wilson: 1 a 0 Fluminense, tal como na final da Copa do Brasil.
Ainda no final da partida, um lance lamentável. Ao receber passe para sair rumo ao ataque, André Santos, ala-esquerdo do Figueirense, entrou de forma dura em Tartá, autor do gol. Carlos Eugênio Simon, de forma conivente com a violência, deu somente o cartão amarelo para o jogador.
Com a vantagem no placar e segurando a bola em seu ataque, o Fluminense só esperava o apito final do árbitro. Entretanto, ainda deu tempo para o Fluminense ampliar a vantagem.
Aos 47 minutos, Soares recebeu passe de Maurício e chutou. Wilson defendeu e no rebote, Léo Itaperuna, outra revelação de Xerém, só teve trabalho de empurrar para o gol e dar números finais a partida: 2 a 0 Fluminense.
FICHA TÉCNICA:
FIGUEIRENSE 0 x 2 FLUMINENSE
Estádio: Orlando Scarpelli - Florianópolis (SC)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (FIFA-RS)
Assistentes: José Javel Silveira (RS) e José Amilton Pontarolo (RS)
Cartões Amarelos: Cleiton Xavier, Ruy, André Santos (FIG); Fernando Henrique, Fabinho (FLU)
Gol: Tartá 41'2ºT (0-1); Léo Itaperuna 47'2ºT (0-2).
FIGUEIRENSE: Wilson, Chicão, Felipe Santana e Asprilla; Ruy, Diogo, Fernandes (Alexandre 29'2ºT), Cleiton Xavier e André Santos; Ramon (Otacílio Neto, Intervalo) e Jean Carlos (Frontini 23'2ºT). Técnico: Alexandre Gallo.
FLUMINENSE: Fernando Henrique, Thiago Silva, Luiz Alberto e Roger; Gabriel, Fabinho (Tartá, Intervalo), Maurício, Arouca, Thiago Neves (Léo Itaperuna 38'2ºT) e Junior Cesar; Adriano Magrão (Soares 25'2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.
