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Um promotor pediu nesta quarta-feira à Justiça argentina o aprofundamento de uma investigação penal para determinar se a Associação do Futebol do país (AFA) e os árbitros favorecem, com suas falhas, determinadas equipes da Primeira Divisão como o Boca Juniors, o River Plate e o Arsenal.
O promotor criminal federal Carlos Stornelli pediu ao juiz Rodolfo Canicoba Corral que sejam agilizadas as investigações por uma denúncia apresentada no início deste mês pelos advogados Ricardo e Ramiro Monner Sans.
Os advogados também pediram à Secretaria de Esportes que cumpra sua função de vigilância e garantia diante da AFA.
Os denunciantes afirmam em sua apresentação que as arbitragens teriam prejudicado o San Lorenzo e o Independente de Avellaneda, candidatos ao título de Torneio Apertura do Campeonato Argentino.
Ao mencionar o Arsenal como provável beneficiado, diz que se trata de um clube fundado e administrado pela família do presidente da AFA, Julio Grondona.
Entre os erros polêmicos criticados pela imprensa esportiva são citados pênaltis não marcados, faltam inexistentes, prorrogações de até 11 minutos e gols supostamente viciados de anulação. Desta forma, colocam em dúvida que sejam fruto de falhas humanas.
Além disso, recordam denúncias públicas sobre lavagem de dinheiro no futebol europeu e pedem que se investigue se existem irregularidades desse tipo no âmbito local.
A denúncia pede uma investigação sobre os critérios de seleção dos árbitros para as partidas.
Após a apresentação desta denúncia, a AFA designou o ex-árbitro Horacio Elizondo como Diretor Formativo da Arbitragem Argentino, cargo que assumirá no dia primeiro de janeiro.
