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Pai de Aladim era torcedor fanático do Vasco. (Crédito: Divulgação)
Flamengo e Corinthians, donos das maiores torcidas do Brasil, têm um capítulo especial em sua história, mas não tão feliz para o principal artista do jogo em questão. Em 5 de dezembro de 1970, o Timão venceu por 1 a 0 o Rubro-Negro com um gol de Aladim, ex-ponta-esquerda, pela Taça de Prata. O curioso do lance é que Antonio Luciano, pai do ex-jogador, vascaíno e natural de Barra Mansa, morreu de emoção ao ver o filho marcar contra o maior rival do clube cruzmaltino.
- Fiz um gol de falta no primeiro tempo e, no intervalo, ninguém do Corinthians queria que eu desse entrevista. Depois do jogo, diretores vieram conversar comigo e o Ari, supervisor do Corinthians à época e que também era de Barra Mansa, levou-nos à nossa terra natal. Eu era muito ligado ao meu pai e a fatalidade me tirou a felicidade da vitória - expressou.
Com o objetivo de esquecer momento triste, o vascaíno Aladim, que foi influenciado por seu pai para escolher o Gigante da Colina, relembrou seus momentos de alegria contra o Rubro-Negro. O ex-ponta, atualmente vereador pelo Partido Verde (PV), em Curitiba, cidade em que jogou por Coritiba (nove anos), Colorado (três anos) e Atlético Paranaense (um ano).
- Sempre tive muito sorte contra o Flamengo, marcando muitos gols contra eles por todos os times que passei. Por acaso, nos clubes rubro-negros não tive sorte. Quando joguei pelo Vitória, perdi a final do Baiano para o Bahia. Pelo Atlético Paranaense, perdemos para o Coritiba na final, apesar de eu não ter jogado.
Aladim, com 80 gols nos 389 jogos que realizou como profissional, tem como seu principal algoz justamente o clube da Gávea, no qual marcou 12 vezes. O ex-ponta lembra com carinho de um jogo realizado no dia 25 de abril de 1970, quando ainda jogava pelo Bangu e o alvirrubro goleou por 4 a 0 o Flamengo.
- Este foi o fatídico jogo em que o Dé Aranha, meu melhor parceiro de ataque, fez o gol auxiliado por uma pedra de gelo. Fazia muito calor naquele dia e o Dé pegou o gelo para se refrescar. A bola estava indo para o domínio de Reyes, um paraguaio muito talentoso e que já faleceu, quando meu parceirou tacou o gelo na bola e, aproveitando o embalo da velocidade, fuzilou o goleiro deles. Neste jogo, o Dé fez dois gols e eu fiz os outros dois - deliciou-se.
Em 1967, quando o Bangu novamente marcou quatro vezes no Flamengo (4 a 3), pelo Troféu Roberto Gomes Pedrosa, o ex-jogador relembrou de outro tento marcante diante dos rubro-negros.
- Fiz um gol olímpico e o Mário fez os outros três. Sabe quem é o Mário (risos), é o pai do Mário Tilico, aquele que jogou por São Paulo e Fluminense – relembrou.
Questionado por quem irá torcer na noite desta quarta-feira, Aladim não titubeou:
- Para o Coringão, é claro. Se alguém tiver que cair, que caia o Flamengo – finalizou, às gargalhadas.
