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Êga penetra no garrafão argentino para marcar mais dois pontos (Crédito: Reuters)
Depois de dois meses de extensas transformações, a Seleção Brasileira feminina de basquete enfim estreou no Torneio Pré-Olímpico das Américas, em Valdívia, no Chile, e com vitória. Na noite desta quarta-feira, a equipe dirigida pelo novo técnico Paulo Bassul - que substituiu Antonio Carlos Barbosa após a campanha de prata no Pan do Rio - derrotou a eterna rival Argentina por 72 a 62, na primeira partida do Grupo A da competição. Chile e México se enfrentam pela mesma chave na última partida do dia.
O destaque da partida ficou por conta da ala Iziane, cestinha com 22 pontos. Pelo lado argentino, a pivô Landra anotou 15 pontos.
Na segunda rodada da competição, as brasileiras terão pela frente as anfitriãs chilenas, nesta quinta-feira, às 17h. Em busca da reabilitação, as hermanas encaram as mexicanas, às 22h30min.
O JOGO
A Seleção começou a partida muito concentrada na defesa e logo abriu vantagem no marcador. Com a estratégia de fazer uma marcação individual bastante pressionada em detrimento das jogadas ofensivas, as brasileiras venceram o primeiro quarto - de baixa pontuação - por três pontos de diferença: 15 a 12. A ala Iziane, considerada a substituta de Janeth na função de comandar a equipe em quadra, esteve apagada nos dez minutos iniciais.
No segundo quarto, o time dirigido pelo técnico Paulo Bassul imprimiu maior velocidade quando tinha a posse de bola e abriu frente de oito pontos (28 a 20). Mas bastou a Seleção deslanchar um pouco no placar para bater o relaxamento nas jogadoras. Comandadas pela ala Chesta, as hermanas se aproveitaram da fragilidade defensiva brasileira para diminuir a vantagem para apenas dois pontos (28 a 26), obrigando o técnico brasileiro a chamar suas jogadoras para uma conversa.
A bronca de Bassul pareceu ter surtido efeito. Velozes em quadra, as brasileiras foram para o intervalo com dez pontos de diferença (38 a 28). Destaque para a ala Iziane, que depois de um início de jogo apagado, fez oito pontos seguidos.
O Brasil manteve o forte ritmo na volta do intervalo. A fragilidade argentina era tão evidente que o técnico Paulo Bassul aproveitou para fazer um revezamento das jogadoras. À esta altura, a vantagem brasileira chegava a quase 20 pontos.
Na última parcial, houve uma reação argentina, que aproveitou a queda do volume de jogo brasileiro. Desta forma, a desvantagem caiu para seis pontos (68 a 62). Quem se destacava pelo lado brasileiro era a pivô Franciele, uma guerreira no garrafão. Mas o Brasil conseguiu controlar o ímpeto rival e fechou a partida em 72 a 62.
Na primeira fase as equipes jogam entre si. As duas primeiras colocadas de cada grupo se classificam para as semifinais, disputadas no sábado. Os perdedores disputam a medalha de bronze, enquanto os vencedores disputam o título. Apenas o campeão assegura vaga em Pequim-2008.
Os outros três semifinalistas terão a última oportunidade no Pré-Olímpico Mundial, que será realizado de 9 a 15 de junho de 2008, ainda sem sede, no qual haverá cinco vagas para 14 seleções.
BRASIL: 4. Tatiana; 5. Karla; 6. Franciele; 7. Micaela 8. Iziane; 9. Claudinha; 10. Mamá; 11. Êga; 12. Chuca; 13. Karen; 14. Graziane; 15. Ísis. Técnico: Paulo Bassul.
ARGENTINA: 4. Nicolini; 5. Cava; 6. Cabañez; 7. Maggi; 8. Pavon; 9. Cejas; 10. Gatti; 11. Paoletta; 12. Alejandra Fernandez; 13. Landra; 14. Florencia Fernandez; 15. Saenz. Técnico: Eduardo Pinto.
