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Botafogo e River Plate (ARG), que jogam nesta quinta-feira, no Monumental de Nuñez, têm muito mais em comum do que o desejo de se classificar para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Esta competição, aliás, é vista por ambos como a chance de salvar a temporada, já que não vêm bem nos torneios de seus países.
O Botafogo é sétimo no Campeonato Brasileiro, enquanto o River ocupa a sexta colocação no Torneio Apertura. No último fim de semana, o Alvinegro foi derrotado por 2 a 0 pelo Fluminense, enquanto a equipe portenha perdeu por 3 a 1 para o Tigre.
Outra coincidência é a situação dos treinadores. No River Plate, Daniel Passarela tem seu trabalho contestado desde que foi contratado, principalmente devido à falta de títulos. Especula-se que pode sair do clube caso não consiga a classificação, mas ele garante que fica até o fim do ano. Esta última frase serve também para Cuca, no Botafogo, pois já mostra sinais de desgaste.
Semelhança também há no gol. Na equipe argentina, Carrizo e Ojeda vem se alternando como titulares. Ojeda é o camisa 1 no Apertura, Carrizo, que voltou do futebol italiano, agarra na Sul-Americana. No Glorioso, Max e Roger são os goleiros, o primeiro para o Brasileirão, o segundo para a competição internacional.
E não pára por aí. Ambos os times têm futebol ofensivo, privilegiando o ataque e apresentando falhas na zaga. O River é o segundo melhor ataque na Argentina (21 gols em 10 jogos), o Botafogo, o segundo no Brasil (45 gols em 27 partidas). Além disso também apresentam especialistas em golaços, Belluschi de um lado, Dodô do outro.
Por fim, há jejuns de títulos nos dois clubes. O River não ganha um torneio na Argentina há três anos. Vale lembrar que há o Apertura e o Clausura. Competições internacionais, não conquista desde 1997, quando levou a Supercopa.
Já o Botafogo até conseguiu o Campeonato Carioca em 2006, mas a última conquista internacional foi a Conmebol em 1993.
