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Massa: 21 pontos perdidos pela Ferrari e 10 por ele próprio (Crédito: Reuters)
O precoce afastamento de Felipe Massa na briga pelo título da temporada 2007 tem um vilão - a falta de sorte, aliada a uma série de equívocos da Ferrari e do brasileiro ao longo deste ano. Felipe se encontra atualmente 20 pontos atrás do líder do campeonato, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, e como apenas 30 ainda estão em jogo, dificilmente poderá conquistar o caneco, embora chances matemáticas ainda existam.
A conta dos pontos perdidos por erros ou azares de Felipe Massa chega a impressionantes 31 pontos, que lhe dariam 11 de vantagem sobre Hamilton na tabela do Mundial. Nesta conta, 21 pontos ocorreram por falhas da Ferrari e outros 10 por erros de Massa, incluindo na conta do brasileiro a culpa pelo sinal vermelho avançado no Canadá, que gerou sua desclassificação no GP em Montreal, embora a FIA posteriormente tenha assumido o equívoco por deixar o sinal fechado.
A série de infortúnios começou já no primeiro GP do ano, na Austrália. Lá, a Ferrari errou na programação do câmbio do carro do brasileiro durante a segunda parte do treino de classificação. Como resultado, Felipe teve de largar em 16º, e ainda conseguiu terminar a prova em sexto. Seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, venceu o GP com sobras. Se considerarmos que ele que seria, no mínimo, segundo nesta corrida, Massa perdeu de cara cinco pontos. O cálculo mais realista, no entanto, indicaria uma vitória de Felipe, pois ele vinha dominando os treinos. Portanto, deixou de somar sete pontos logo na estréia.
Na Malásia, duas semanas depois, errou ao tentar ultrapassagem sobre Hamilton, quando vinha em terceiro. Felipe saiu da pista e, como resultado da manobra, terminou em quinto, atrás do BMW de Nick Heidfeld, perdendo mais dois pontinhos.
Na seqüência da temporada, duas vitórias para Felipe no Bahrein e na Espanha, seguidos por um terceiro lugar em Mônaco, o máximo que a Ferrari podia conseguir nas ruas do Principado.
No Canadá, outro deslize. Felipe vinha em terceiro quando entrou nos boxes para realizar a segunda parada. Porém, o brasileiro deixou a área quando o sinal estava vermelho, devido à presença do safety-car, e acabou desclassificado da corrida. Mais seis pontos perdidos.
No GP dos EUA, fez o que podia fazer, com o terceiro lugar atrás das velocíssimas McLaren. No GP da França, porém, liderou até a segunda parada, quando foi ultrapassado por Raikkonen nos boxes, perdendo uma prova que parecia garantida. Menos dois pontos para o brasileiro.
No GP da Inglaterra, na semana seguinte, ia largar em quarto, mas um problema no câmbio ao sair do grid para a volta de apresentação o fez cair para último. Mesmo assim chegou em quinto, perdendo, na teoria, pelo menos mais um pontinho.
No GP da Europa, em Nürburgring, vinha na liderança até sete voltas para o fim, quando começou a chover. Os pneus de chuva não se adaptaram bem ao Ferrari e Massa acabou ultrapassado por Fernando Alonso, que venceu a corrida. Menos dois pontos para Felipe.
Na Hungria, um desastre. A Ferrari esqueceu de reabastecer o carro de Massa quando este partia para sua segunda tentativa na segunda parte do treino oficial. Como resultado, ficou sem combustível e largou em 14º no travado circuito magiar. Felipe terminou em 13º, sem marcar pontos, em sua pior corrida no ano. Se tivesse sido ao menos quarto lugar, considerando-se que McLaren e Ferrari são os melhores carros no ano, somaria mais cinco pontos.
Após a vitória na Turquia, em um GP perfeito para Massa, outro azar. No GP da Itália, o brasileiro vinha em terceiro quando teve de abandonar devido a um amortecedor traseiro, que travou. Menos seis pontos para Felipe. Por fim, no GP da Bélgica, chegou em segundo, após classificar-se atrás de Raikkonen. Fez, portanto, o que podia fazer.
