Publicada em 26/9/2007 às 17:04
Pan do Rio: exemplo para Olimpíada em 2016
Governo e COB não comentam excessos de gastos e falhas no Pan e vislumbram sucesso em Olimpíadas
(Crédito: Gilvan de Souza)
Paulo Henrique Caruso. BRASÍLIA
A audiência na Comissão de Educação do Senado (CE) que iria discutir os acertos e erros do Pan e Parapan do Rio – inclusive as falhas estratégicas de planejamento e orçamento - tornou-se palco para uma manhã de elogios de parlamentares e de promessas de futuro próspero na organização de grandes eventos esportivos no Brasil.
A trinca de convidados – o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr. e os presidentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Vital Severiano Neto – preferiu reiterar a candidatura olímpica de 2016 como realidade a explicar os gastos excessivos de 2007, denunciados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
- O pleito brasileiro (em ser sede dos Jogos) tem sido visto com respeito em todo o mundo, principalmente após o que realizamos durante o Pan. O Rio vai entrar para ganhar a disputa – enfatizou o ministro.
Orlando lembrou que a escolha do Rio para sede dos Jogos Mundiais Militares em 2011 e a possível realização na cidade da Universíade-2015 – principal competição universitária do mundo – são credenciais importantes para a concretização do sonho olímpico. Ele destacou ainda a proximidade da definição do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, que poderá ter o Rio de Janeiro como palco da grande final.
Já Nuzman citou os 95% de aprovação da população carioca pela realização da Olimpíada de 2016 na cidade, de acordo com resultado de pesquisa realizada durante o Pan nos estádios do Rio. Para o dirigente, os grandes eventos esportivos têm feito o país deixar de lado a "monocultura esportiva", em uma referência indireta ao futebol, e atrair jovens e crianças para a prática de várias modalidades.
Os senadores foram só elogios ao trio. O presidente da CE, Cristovam Buarque (PDT-DF), chegou a dizer que é a primeira vez que vê cartolas como "os craques do jogo". Já Renato Casagrande (PSB-ES) apontou o Pan como ferramenta que pôs o esporte como "prioridade nacional para, ao lado da educação, servir como o melhor caminho para o combate à violência e às drogas". Inácio Arruda (PC do B-CE) minimizou as críticas aos gastos com o evento, considerando-os "investimento fabuloso".