Sob gritos de 'traidor' e chuva de moedas, Ganso lamenta: 'Não estava preparado'

No seu reencontro com a ex-equipe, o agora camisa 8 tricolor teve fraca atuação, sequer apareceu na derrota para o Peixe e sofre com a ira dos torcedores santistas

Alyson Gonçalo - 03/02/2013 - 19:16 Santos (SP)

Santos x São Paulo - Ganso (Foto: Ivan Storti)

Ganso pisou no gramado 15 minutos antes do apito inicial do árbitro Flávio Rodrigues Guerra. Era a primeira vez que ele tinha o Caldeirão Alvinegro como adversário, o cenário era outro. A ideia era se adaptar ao "Caldeirão", mas foi impossível. No primeiro passo como “inimigo número 1“, uma chuva de vaias e gritos de “traidor“.

Eu não estava preparado, pensei que fossem alguns torcedores, não a Vila inteira. Chateado, lógico, por tudo que eu conquistei. Até jornalista tomou moedada (risos) - afirmou, no fim da partida.

Era só encostar na bola que a torcida santista subia o som nas arquibancadas e apelava para as hostilidades. A situação ficou ainda mais pesada para o ex-camisa 10 Alvinegro na saída do gramado, no fim da primeira etapa.

Assim como no seu último jogo com as cores do Santos, contra o Bahia, pelo Brasileirão 2012, o jogador foi alvo de moedas arremessadas por torcedores. Claramente abalado com a recepção em sua antiga casa, ele pediu punição e lamentou a manifestação.

– Será que ninguém está vendo isso? Será que vai ser punido? Vou doar essas moedas, dar para quem precisa – afirmou o meia tricolor.


Torcida do Santos jogou moedas na direção de Ganso (Foto: Tom Dib)

Durante os 78 minutos em que esteve em campo - ele foi substituído pelo atacante Aloísio, aos 32 minutos da 2ª etapa -, o que se pôde ver foi um Ganso cabisbaixo, com toques simples e apagado na partida. De perigoso, apenas um chute aos 26 minutos da primeira etapa, quando tentou encobrir o goleiro Rafael.

Do lado de fora da Vila Belmiro, antes da bola rolar, o clima era de muita pressão contra o camisa 8 do São Paulo. A Sangue Jovem, torcida organizada do Santos, produziu uma cédula de 100 reais personalizada, que retrata um Cisne (em ironia ao apelido do jogador e o clube rival).

Alem disso, um grupo de torcedores tratou de fazer a recepção ao jogador um inferno Um boneco, recheado de bexigas, com os dizeres “Ganso traíra“ fez sucesso entre os santistas. O objeto foi amarrado em um poste e malhado pela torcida.
No reencontro, Ganso encarou o sabor da rivalidade. A Vila, antes um Caldeirão, virou um inferno.

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