Viradas de mesa já foram comuns no Brasil

Assim como o River Plate, na Argentina, grandes clubes brasileiros já se beneficiaram com mudanças de regulamento

LANCEPRESS! - 26/07/2011 - 11:07 Rio de Janeiro (RJ)

As viradas de mesa, como a que ocorreu na Argentina e garantiu o retorno do River Plate à Primeira Divisão, já foram bem comuns no futebol brasileiro até o ano 2000. Vários clubes grandes foram beneficiados com anulamentos de rebaixamentos e mudanças de critérios de participação no Campeonato Brasileiro.

Veja os mais famosos:

1983

O critério de participação para o Campeonato Brasileiro levava em consideração a classificação nos torneios estaduais. O Santos terminou o Paulista de 1982 em décimo, e deveria jogar a Taça de Prata (Segunda Divisão) no ano seguinte. Mas acabou sendo convidado a participar da Taça de Ouro (Primeira Divisão).

1984

O Santos acabou abrindo precedente para o Vasco. O clube carioca foi nono no estadual de 83, e foi convidado a participar do Brasileirão de 1984.

1986

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1986 previa a classificação para a Segunda Fase de seis clubes, entre 11 participantes de cada grupo da Primeira fase. O Vasco fazia má campanha e manobras de bastidores foram tomadas no sentido de punir outras equipes com perda de pontos. Por fim, o número de classificados foi aumentado.

Além do Vasco foram beneficiados com a manobra Botafogo, Comercial-MS, Goiás, Joinville, Náutico, Santa Cruz e Sobradinho-DF.

1993

O Grêmio havia sido rebaixado em 1991 e disputou a Segunda Divisão em 1992. Mas assim como ocorreu com o River Plate agora, o número de participantes do Brasileirão de 93 foi aumentado de 20 para 32 clubes. O tricolor gaúcho foi um dos 12 clubes que subiram para a elite.

Além do Grêmio, foram beneficiados América-MG, Ceará, Coritiba, Criciúma, Desportiva-ES, Fortaleza, Remo, Santa Cruz e União São João-SP.

1996

O Fluminense foi penúltimo no Campeonato Brasileiro, que tinha 24 participantes. Porém a CBF anulou o rebaixamento alegando um escândalo de arbitragem. O Bragantino, que havia sido último também foi salvo.

1999

O regulamento daquele ano previa rebaixamento por média de pontos. Ao fim do campeonato, o Juventude teria de cair para a Série B. No entanto, o caso envolvendo o jogador do São Paulo, Sandro Hiroshi, acusado de falsificar documentos, anulou o rebaixamento e deu origem à Copa João Havelange no ano seguinte.

2000

O Fluminense deveria jogar a Segunda Divisão naquele ano, pois acabara de conquistar a Série C em 1999. No entanto, recebeu convite da CBF para integrar o Módulo Verde da Copa João Havelange, que era destinado aos clubes da Primeira Divisão. Outros convidados foram o Bahia e o América-MG, que estavam na Série B.

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