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Com Wesley no Brasil, Verdão corre por investidor

Jogador já chegou, mas parceiro recua e diretoria não tem os 2 milhões de euros da 1ª parcela. Clube quer solução até sexta

Wesley, Werder Bremen (Foto: Divulgação/Site Oficial do Werder Bremen) Wesley já chegou ao Brasil e negocia com o Verdão (Foto: Divulgação/Site Oficial do Werder Bremen)

Guilherme Palenzuela, Leonardo Blecher e Thiago Salata
Publicada em 11/02/2012 às 08:00
São Paulo (SP)

Wesley desembarcou em São Paulo na manhã de sexta e a diretoria já se preparou para que o meia faça exames médicos neste sábado. Mas o clube ainda corre para solucionar um problema de última hora para poder anunciar o reforço.

A proposta do Verdão, já aceita e assinada pelo Werder Bremen, foi condicionada a ter alguém que pague a primeira das três parcelas, de 2 milhões de euros (são 6 milhões, no total) ao clube alemão. O problema é que o investidor que faria tal parceria recuou e o clube encontra dificuldades de levantar a quantia. Há um prazo até o fim da semana.

– A gente está trabalhando, também não descartamos a possibilidade de fazer 100% pelo Palmeiras. Tem algumas composições a serem feitas. Nós temos uma semana para trabalhar isso, a gente deixou até sexta para definir – afirmou o gerente César Sampaio, ao LANCENET!.

O Palmeiras não dispõe do valor no momento. Mas depois de o Werder anunciar o acerto com o Verdão e de Wesley pegar um avião para fazer exames, a diretoria pretende “fazer o impossível” para não ver um negócio certo virar um “mico”.

Há diretores que afirmaram, nesta sexta, que, sem tal investidor, Wesley não assinará contrato.

A saia-justa criada com o empresário do meia, na visão do dirigente, também está sendo contornada. O agente pediu comissão de 10% de toda a operação (salários – R$ 2,7 milhões – e luvas – R$ 1,5 milhão), algo em torno de R$ 300 mil anuais. De acordo com dirigentes do Verdão, isso não estava dentro do acordo verbal feito durante a negociação.

Wesley não irá se pronunciar enquanto não assinar contrato. O meia já aceitou os salários propostos, para um vínculo por três anos.


A negociação pelo reforço

Na semana passada
A diretoria do Palmeiras chegou a um acordo salarial com Wesley e também com o Werder Bremen (ALE).

Garantias bancárias
O banco (nacional) apresentado pelo clube como garantia não foi aceito pelos alemães. A questão, porém, foi contornada. Werder anunciou na quinta que assinou os contratos da venda.

E para receber?
Verdão deu um banco como garantia, mas a primeira parcela de 2 milhões de euros (R$ 4,5 milhões) seria paga por um investidor, que recuou. Total é de R$ 6 milhões de euros (R$ 13,6 milhões).

Imbróglio de agentes
Comissões não combinadas foram exigidas por empresários. Verdão diz que está contornando a situação.


Bate-bola com César Sampaio:

LANCENET!: Você confirma que falta tal investidor. Qual é a perspectiva para se anunciar a contratação?

CÉSAR SAMPAIO: As negociações andam. É um valor alto, tem detalhes para acertar. A gente está trabalhando. É de interesse do atleta vir pra cá. Vamos ver se nessa próxima semana fecha. Seria um camarão aí que o Felipe pediu. A gente não está medindo esforços para fazer. Mais importante ressaltar é que as coisas têm sido trabalhadas. A gente vem cumprindo com os compromissos que assumiu, não vem fazendo loucura, não.

LNET!: Seria o último reforço?

CS: Jogadores de alto nível, sim. Não existe um grupo fechado, é precipitado a gente falar isso, ainda mais falando de Palmeiras. Se tiver jogador de qualidade, a gente vai estar observando. Se fecharmos o Wesley, a gente ganha um recurso a mais. E mesmo sem ele, o grupo hoje é competitivo.

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