Torcida palmeirense 'canta e vibra' com Flu em Barueri
Sobraram até copos de plástico arremessados próximos a atletas do próprio time da casa
LANCEPRESS!
Publicada em 28/11/2010 às 21:25
São Paulo
Uma tarde atípica. Confrontando o próprio verso do hino do Palmeiras que diz "Torcida que canta e vibra", não foram poucos os torcedores alviverdes que estiveram em Barueri hoje para ver a partida com o Fluminense e incentivaram, cantaram e vibraram...com o rival carioca.
Instigados pela possibilidade de prejudicar o arquirrival Corinthians, que disputa ponto a ponto a liderança do campeonato com o Flu, os palmeirenses, hoje, jogaram junto com a equipe carioca, comportamento já esperado desde o confronto entre Fluminense e São Paulo na semana passada.
Assista aos gols da virada do Flu sobre o Palmeiras
Mas também não faltaram maus - e péssimos - exemplos: torcedores jogaram copos de plástico no campo quando a defesa palmeirense afastava o perigo e também hostilizaram uma das principais figuras da equipe, o goleiro Deola, que evitou um placar mais elástico.
- Vou tentar pensar que quem foi xingado foi o goleiro do Palmeiras, pelas circunstâncias do jogo, e não o Deola - afirmou o goleiro, ao final do jogo.
Cronologia do mau comportamento
Primeiro tempo
Aos 4 minutos, Dinei emendou no alto e marcou um golaço. Poucos torcedores comemoraram. Nem Dinei parecia saber o que fazer.
Aos 10, com o placar apontando 1 a 0 para o Palmeiras, torcedores começam a gritar: "Olê, olê, olá, o pau vai quebrar se o Fluminense não ganhar".
Aos 15 da primeira etapa, Leandro Amaro se esticou para afastar uma bola que iria ao gol de Deola e, no mesmo instante, um copo de plástico foi arremessado em sua direção. A torcida atrás do gol de Deola era a palmeirense.
17 minutos, desta vez é a vez de Gabriel Silva avançar com a bola e ver mais copos de plástico caindo por perto. O próprio goleiro do Palmeiras interviu, foi até o juiz e pediu a paralisação o jogo.
Aos 38 minutos, Deola salva bola de Gum que rebate em Fred. Neste momento, vários torcedores atrás do gol se viram contra o goleiro e o xingam.
Aos 40, torcedores alviverdes que torciam pela vitória do Palmeiras foram repreendidos e hostilizados por palmeirenses que queriam a derrota. Este episódio aconteceu no setor de cadeiras numeradas.
Aos 44, Tinga passa para Luan, que leva a bola em direção à área do Flu. Neste momento, como em vários outros durante a partida, ouvem-se claramente as vaias da torcida do Palmeiras, insatisfeita com a investida do próprio time ao ataque.
Segundo tempo
8 minutos da segunda etapa, Carlinhos cruza para Fred, que desvia para Emerson, em posição ilegal, completar. Deola defende mas deixa a bola escapar. Os torcedores palmeirenses criticam o goleiro novamente.
Aos 13, o Fluminense marcou com Tartá e a vibração parecia de time que joga em casa. Na teoria não era, mas na prática...
Após o gol do Flu, a torcida do Palmeiras, antes quieta, começou a se manifestar com maior entusiasmo.
Aos 45, depois de um segundo tempo desinteressado e com as duas torcidas aparentemente satisfeitas com o resultado, mais uma vez palmeirenses e tricolores se uniram para pedir o fim do jogo, sem acréscimos.
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