Queda de Mano Menezes: Guardiola manda recado para o Brasil

EXCLUSIVO! Ex-treinador do Barcelona diz que está disposto a assumir 'amanhã' a Seleção Brasileira e que seria campeão do mundo com ela

LANCE!Press - 23/11/2012 - 22:07 Rio de Janeiro (RJ)

HOME Guardiola (Foto: AFP)

Por Walter de Mattos Junior
Fundador e editor do LANCE

"Eram 15h56 de sexta-feira quando liguei para um celular com prefixo da Catalunha para contar a alguém muito próximo de Pep Guardiola que nosso sonho comum de ver a Seleção Brasileira treinada pelo ex-técnico do Barcelona poderia se tornar realidade, uma vez que a queda de Mano Menezes estava prestes a ser anunciada, após uma reunião, furo noticiado na internet pelo LANCE!Net às 13h43.

Esta pessoa se surpreende com a notícia e eu lhe digo que ainda não estava confirmado, mas que voltaria a ligar assim que soubesse de algo mais. Ansioso, ele não espera meu retorno e em menos de 20 minutos me liga de volta, questionando se era de fato verdade e se a CBF anunciaria um novo treinador. Respondi que isto não estava claro ainda. Minha fonte catalã disse-me, então, que falaria com Pep e me retornaria, o que fez exatos 13 minutos depois, desta feita com uma informação da maior relevância, que acabara de ouvir do treinador: “a única equipe do mundo que eu começaria a treinar amanhã é a Seleção Brasileira. E serei campeão do mundo com o Brasil”.

O questionei duas vezes, fazendo-o saber que, ao publicar isto causaria reação não somente da CBF, mas também de toda a imprensa brasileira. O interlocutor se mostrou seguro, reafirmou que só a Seleção faria Pep assumir compromisso em plena temporada europeia e repetiu: “se ele  treinar a Seleção será campeão do mundo, pode dizer ao presidente da CBF”.

Esta história  não começou ontem, mas sim há alguns meses quando conheci esta pessoa muito próxima ao treinador que levou o Barça a suas maiores conquistas. Nos primeiros contatos, queria somente fazer chegar a Pep um convite para visitar o Brasil e compartilhar conosco seus conhecimentos de como se forma uma equipe competitiva, que enche os olhos de quem assiste.

Mas, desde o primeiro contato, passei a alimentar o sonho de ver Pep na Seleção e perguntei diretamente a ele se aceitaria treinar o Brasil, caso fosse convidado. Ele esquivou-se a princípio, disse que achava difícil a CBF contratar um estrangeiro. Concordei que seria preciso um ato de ousadia, mas que atualmente não havia um técnico no Brasil, mesmo entre alguns muito bons que temos, em condições de promover não só uma renovação na Seleção, mas uma revolução que influenciasse todo o futebol brasileiro, desde a base. Exatamente como faz o Barça em La Masia, valorizando o futebol bem jogado desde a tenra idade.

A vinda de Guardiola, no meu entender – leitor que sou de Fernando Calazans, que não se cansa de apontar no “O Globo” que precisamos de uma nova mentalidade – poderia ser o ponto de partida para uma nova filosofia, na qual baixinhos, como Xavi e Iniesta, tenham vez no meio campo em vez dos nossos cabeças de área que se valem da força como arma.

Nas conversas que tive com este catalão próximo a Pep, fiquei sempre com a impressão de que, se convidado, Guardiola aceitaria. Assim, segui com as minhas minhocas na cabeça. Minhocas de quem aprendeu a gostar de futebol vendo a Seleção de 70. E depois viveu os anos de alegria de Zico & Cia encantando o Brasil. Sigo acreditando que podemos voltar a ver uma Seleção competitiva e que resgate uma forma de jogar que privilegie o talento e não a força. Sou um fã que, como muitos, desfrutei e ainda desfruto do futebol praticado pelo Barcelona , que foi implantado por Pep Guardiola.

Fiquei impactado pelas declarações de Guardiola após o jogo baile que o Barcelona fez contra o Santos na disputa do título mundial de clubes, quando Pep declarou que procurava fazer o time mostrar um jogo de posse de bola que espelhava o que seu avô dizia que era o futebol brasileiro. Foi neste dia que as minhocas começaram a povoar minha cabeça e voltei a acreditar em ganhar a Copa 2014 no Brasil.

Tentei estar com Pep em viagem a Nova York em outubro passado, para sentir pessoalmente o seu ânimo em viajar para o Brasil. Fui informado que ele poderia nos visitar, mas que estava impedido de assumir qualquer obrigação profissional até fevereiro, já que havia prometido à sua família alguns meses sabáticos. Que, espero, sejam interrompidos por um telefonema com um pedido de José Maria Marin. A bola está contigo, presidente!"!

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