Em reunião, Patricia Amorim diz que Zinho é quem deve comandar o futebol do Fla

Antes de viajar a Londres, presidente reúne cúpula de futebol para determinar fim a rusgas internas

Roberto Murad - 26/07/2012 - 07:06 Rio de Janeiro (RJ)

Patricia Amorim e Zinho - Flamengo (Foto: Cléber Mendes)

A presidente Patricia Amorim reuniu os vice-presidentes na noite da última terça-feira para explicar os procedimentos no período em que ficará em Londres. De bom humor, a mandatária ouviu todos, mas em determinado momento assumiu a palavra e deu o tom do que espera daqui para frente no clube.

– Quem decide as coisas aqui no futebol é o Zinho. Aviso que quem interferir nisso vai rodar – afirmou a presidente, mandando um recado para o vice de finanças, Michel Levy, que sempre teve papel fundamental nas negociações.

Os demais cartolas ficaram chocados com a postura da presidente. Apesar das palavras mais fortes, a presidente busca paz para o diretor de futebol, Zinho. Logo em seguida ela comunicou que o vice finanças Michel Levy teria seus poderes reduzidos no futebol.

Na tarde de ontem, o Flamengo comunicou por meio de uma nota oficial que irá contratar um diretor executivo de finanças, assim como já acontece com o departamento de futebol. A mudança comprova o enfraquecimento de Michel Levy.

Veja o trecho da nota oficial que destaca a contratação do diretor executivo de finanças:

"Por orientação da presidente Patricia Amorim, o vice-presidente geral dará início a um projeto de reformulação da gestão do clube, que terá como ponto de partida um estudo elaborado pela empresa Accenture, a lhe ser submetida em seu retorno ao Brasil. Além deste, já elaborado, estão em andamento outros estudos.

A ideia central do mesmo é que os vice-presidentes integrem este Conselho de forma colegiada, com as funções executivas exercidas por profissionais contratados para cada área específica da administração do clube.

O primeiro passo neste sentido será a contratação de um diretor executivo de controle e finanças, da mesma forma como já temos um diretor executivo do Futebol, e estes dois executivos deverão esgotar as questões comuns aos dois setores."

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