No Dia dos Pais, zagueiro Douglas defenderá clube de coração de Seu Cosme

Mesmo morando em São Paulo, pai de Douglas nutriu paixão pelo Cruz-Maltino, time que seu filho joga atualmente

LANCEPRESS! - 12/08/2012 - 06:20 Rio de Janeiro (RJ)

Vasco x Santos - Gol Douglas (Foto: Bruno de Lima)

Qual pai vascaíno não gostaria de ver seu filho defendendo o clube do coração? Hoje, às 16h, na partida entre Vasco e Atlético-MG, no Estádio Independência (MG), com transmissão em tempo real pelo LANCENET!, Cosme, pai do zagueiro Douglas, mais uma vez poderá desfrutar deste privilégio.

Mesmo morando em São Paulo, desde pequeno ele nutriu a paixão pelo Cruz-Maltino. Quando soube que o filho iria defender o clube de São Januário, teve um misto de emoção e desconfiança.

– Foi meu agente que deu a notícia, pois eu ainda estava no América (RN). Meu pai é uma pessoa difícil de chorar, de se emocionar, mas minha mãe disse que na hora ele travou, não sabia o que fazer, não acreditou, ficou com os olhos cheios de lágrima e disse: “Só acredito quando vir o contrato” – contou Douglas.

A atração de seu Cosme pelo Vasco fez com que Douglas, mesmo sem imaginar, ainda criança começasse a entrelaçar sua vida com a do Gigante da Colina. O zagueiro foi levado pelo pai para o primeiro jogo da final da Copa João Havelange de 2000, entre o Cruz-Maltino e o São Caetano, realizado no Parque Antártica.

– Lembro bem desse jogo. Estava lotado! Recordo também que ele me levou a um jogo no Morumbi contra o São Paulo. Eu era pequeno, mas lembro bem desses jogos – disse.

Com tanto gosto pelo Vasco, Douglas não teve dúvidas e presenteou o pai com a primeira camisa que usou pelo clube. Hoje titular e motivo de elogios pelas atuações, ele pretende presenteá-lo do jeito que mais gosta.

– Acho que o presente maior será a vitória. Tenho certeza disso, mas se sair um gol, aí a felicidade vai ser em dobro – afirmou.

Zagueiro por conta do pai

A ligação de Douglas com o pai é tão forte que ele escolheu ser zagueiro justamente por conta de seu Cosme. Desde pequeno ele o acompanhava nos campeonatos de futebol amador.

– Eu gostava do Gamarra, mas escolhi ser zagueiro por causa do meu pai. Ficava assistindo-o nos campeonatos e sempre pensei em ser zagueiro. Nunca quis ser atacante, sempre quis ser igual ao meu pai – declarou o defensor.

Agora que virou profissional, Douglas escolheu sua fonte de inspiração, o companheiro de zaga Dedé que, curiosamente, vem fazendo rasgados elogios ao jovem.

– Dedé não é só um grande jogador, mas uma grande pessoa também. Muito humilde. Ser elogiado por uma pessoa como o Dedé é uma satisfação tremenda. Falo sempre para ele que busco me inspirar nele. Eu tiro ele como exemplo – afirmou Douglas.

Não desanimou nem quando não era opção

Hoje desfrutando da titularidade e do bom momento, Douglas olha para trás e vê que sua vida nem sempre foi fácil no Vasco. Desde que chegou ao clube, teve raras oportunidades na equipe até chegar ao atual momento no Campeonato Brasileiro. Porém, mesmo quando era preterido, ele garante que não desanimava e não pensava em deixar o clube.

– Desde a minha chegada, tive poucas oportunidades. Mas isso nunca foi um fator de desânimo para mim. Sempre quis jogar numa grande equipe como o Vasco, então, sempre busquei meu espaço. Sabia que uma hora essa oportunidade ia chegar e eu deveria estar preparado – declarou o defensor.
Animado com o bom momento, ele garante que agarrará a chance que vem tendo com unhas e dentes.

– Estou muito feliz com a sequência de jogos agora. Me preparei muito para isso e não quero deixar escapar – declarou o zagueiro de 22 anos, que mais uma vez formará dupla com Dedé na partida deste domingo, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte (MG).

Bate-Bola

Douglas - Em entrevista exclusiva ao LANCE!

Qual foi a reação do seu pai ao receber a notícia de que você iria para o Vasco?

O sonho dele, claro, era me ver jogando numa grande equipe, mas poder jogar por uma equipe que ele sempre torceu é uma satisfação tremenda. Hoje, sempre que pode, ele está no Rio de Janeiro me ajudando, assistindo aos jogos do Vasco... Mas no momento que ele recebeu a notícia, imagino que tenha sido um dos melhores de sua vida.

E como torcedor ele também dá umas “cornetadas” ou agora está aliviando porque o filho está jogando pelo Vasco?

De vez em quando ele dá uns puxões de orelha, quando as coisas não vão bem, mas claro, procura sempre dar força, apoiar, mas quando há como fazer um comentário ou outro, ele dá os pitacos dele, como todo torcedor.

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