Neymar busca tríplice-coroa da artilharia, feito que nem mesmo Pelé conseguiu

Com média de um gol por jogo em 2012, atacante, que foi o goleador do Paulista e será da Libertadores, busca novo recorde

Bruno Cassucci
Marcio Porto
- 01/07/2012 - 07:30 Santos (SP)

Neymar - Santos x Coritiba (Foto: Ivan Storti)

Se o Campeonato Brasileiro foi o que restou ao Santos para 2012 após a eliminação na Libertadores, Neymar tem uma motivação especial para brilhar na competição: aos 20 anos, ele pode chegar a um feito que nem mesmo Pelé, o maior atleta de todos os tempos, conseguiu.

Em toda a história do futebol brasileiro, nunca um jogador que conquistou a artilharia da Libertadores ficou também com os títulos de goleador máximo da principal competição nacional e estadual no mesmo ano. Uma “tríplice coroa” inédita que Neymar pode ter.

A Joia, faltamente, será artilheiro da Libertadores (veja mais abaixo) e já foi do Paulistão, dois feitos pessoais inéditos de sua carreira.

Pelé e outros jogadores até chegaram às mesmas honrarias, mas em temporadas diferentes. O Rei, aliás, ficou muito perto em 1963, ano em que foi artilheiro da Taça Brasil e do Paulistão, mas disputou apenas quatro partidas da Libertadores em que o Peixe sagrou-se bicampeão e não conseguiu ser o goleador máximo do torneio.

Sorte de Neymar, que entra em campo neste domingo, contra a Portuguesa, às 16h, no Canindé, pela sétima rodada do Brasileiro, podendo fazer história.

A seu favor, o craque tem os excelentes números desta temporada. Artilheiro de tudo que disputou, marcou 29 gols em 29 partidas com a camisa do Santos, em seu melhor ano goleador pelo clube desde que subiu ao profissional, em 2009.

No domingo passado, contra o Coritiba, na Vila, ele iniciou a disputa do Brasileiro após focar e ser eliminado da Libertadores pelo rival Corinthians. Deixou seu tento, mas sabe que terá de correr se quiser atingir a histórica marca.

De julho a agosto, Neymar estará com a Seleção na Olimpíada de Londres e pode ficar fora de até oito jogos do Nacional. Ou seja, não há tempo a perder.

Só zebra tira artilharia da Libertadores

Faltando ainda um jogo para o encerramento da Libertadores, Neymar ainda não pode ser considerado o artilheiro do torneio, mas está muito próximo disso. Goleador da competição, ao lado de Matías Alustiza, do Deportivo Quito (EQU), o atacante santista só perderá o posto caso Danilo, do Corinthians, que já anotou quatro vezes, marque cinco ou mais gols na final. Santiago Silva e Riquelme, do Boca, teriam de marcar seis vezes. Pouco provável, não?

Neymar também foi artilheiro da Copa do Brasil, em 2010 (Foto: Ivan Storti)

Quem quase conseguiu a ‘tríplice-coroa’

Coutinho
O companheiro de ataque de Pelé no Santos também foi artilheiro em três escalas, mas em anos diferentes. Foi goleador máximo da Libertadores em 1962, com seis gols marcados, da Taça Brasil de 1962, com sete gols, e do Torneio Rio-São Paulo em duas ocasiões: 1961  e 1964, todas vestindo a camisa do Peixe.

Toninho Guerreiro
Ex-atacante brilhou tanto no Santos quanto no São Paulo. Pelo Tricolor, foi artilheiro da Libertadores em 1972, com dez gols, e do Paulistão duas vezes, 70 e 72. Já Pelo Peixe, da Taça Brasil de 66, com dez gols, e do Robertão de 68, com 18, ambas competições equivalentes ao Brasileirão, e do Paulista, em 66, com 27 gols.

Zico
O maior ídolo da história do Flamengo foi artilheiro da Libertadores em 1981, com 11 gols, no ano em que o Rubro-Negro foi campeão da competição. Do Brasileiro, foi em 80 e 82, com 21 e 20 gols, respectivamente. O Galinho também foi quatro vezes goleador do Campeonato Carioca: em 1975, 77, 79 e 82.

Luis Fabiano
Atacante do São Paulo foi artilheiro da Libertadores em 2004, com oito gols, no ano em que a equipe caiu na semifinal da competição para o Once Caldas. Além disso, terminou na ponta no Brasileiro de 2002, com 19 gols, empatado com o gremista Rodrigo Fabri, e foi artilheiro do Paulistão em 2003, também pelo Sampa: oito gols.

Luizão
Destaque dos principais clubes do país, com passagem pelos quatro grandes de São Paulo, foi artilheiro da Libertadores em 2000 pelo Corinthians, com 15 gols marcados. Antes, em 1996, já tinha brilhado pelo Palmeiras, sendo goleador máximo da Copa do Brasil, com oito gols. Atuou no Santos em 2005, sem sucesso.

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