Joia do Bangu revela carreira de superação

Após quase desistir do futebol, promessa do Alvirrubro dá a volta por cima e sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira

Ismael Sousa - Craque do Futuro - 15/08/2013 - 14:35 Rio de Janeiro (RJ)

Petinha (Foto: Gabriel Ribeiro)

Considerado um dos grandes nomes do Bangu nessa nova geração, o atacante Wellington Petinha, de 20 anos, já viveu alto e baixos na sua curta carreira. Criado em um projeto de futsal em sua escola em Campo Grande, Petinha já chamava a atenção dos diretores e técnicos locais, até chamar a atenção de um treinador que o levou para fazer testes em São Paulo, onde teve os primeiros contatos profissionais com o futebol na Ponte Preta.

- Comecei em escolinha de bairro. Lá era organizado pela prefeitura e também jogava no futsal pela minha escola. Sempre ganhava prêmios de artilheiro, melhor jogador e sempre fazia bons treinos e ótimas partidas. Ainda bem pequeno ouvia "Petinha vai treinar no clube, Petinha tenta algo, pois você tem talento", e com isso eu comecei a ganhar confiança, porém era muito pequeno ainda, mas passando um tempo comecei a buscar e ver que eu podia tentar algo melhor - afirmou o jogador, que passou por dificuldades em sua infância na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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- Foi complicada, minha mãe criou eu, e meus dois irmãos, Wagner e Wallace sozinha. Graças a Deus, e a educação dela, ninguém escolheu o caminho errado da vida e sempre que entro em campo lembro de toda minha infância, meus sonhos e de tudo que passamos, é o que me da força para continuar - desabafou o jovem jogador.

Apontado como o jogador mais promissor da base do Bangu, Petinha prefere manter os pés no chão e continuar a motivação nos treinamentos.

- Fico muito feliz de ser um promessa e meu grande sonho é que se vire realidade, mas o Bangu merece um olhar mais especial, pois tem muitos talentos, como o atacante Bernado, os irmãos Galhardo e o zagueiro Raphael Mesquita, entre outros. Mantenho meus pés no chão pois sei que não podemos ficar na promessa e sim trabalhar bastante para que se torne real - finalizou o atleta.

PASSAGEM POR SÃO PAULO E O QUASE ENCERRAMENTO DA CARREIRA

Sua passagem por São Paulo começou na Ponte Preta, onde ficou nas categorias de base. Nos anos seguintes, o atacante teve rápidas passagens pelo Cotia fc e Taboão da Serra, clube em que se destacou, mas acabou dispensado após um período sem jogar, recorrente de um forte febre. Depois da dispensa, Petinha chegou a cogitar o fim da carreira, até receber contatos para retornar ao Rio de Janeiro.

- Muitas vezes. Quando fui dispensado em São Paulo eu me desesperei e achei que era o fim. Foi ai que liguei e recebi o apoio do meu amigo, que hoje é meu empresário Gabriel Ribeiro e minha mãe. Eles me fortaleciam todo  dia. Hoje em dia desconheço essa palavra. Vou até o final porque sei o que já passei e se depender do meu esforço eu não vou parar - declarou o jogador que recebeu uma oportunidade no Bangu, onde teve seu recomeço no futebol.

- Sem dúvidas. Além do recomeço foi onde ganhei mais confiança e aos poucos vou trabalhando e mostrando meu trabalho. Foi lá que conheci boas pessoas e espero um dia retribuir tudo com títulos e ajudar bastante esse clube maravilhoso.

INSPIRAÇÃO EM ROBINHO E SONHO DE CHEGAR À SELEÇÃO

Além da semelhança física e técnica, o Wellington Petinha tem Robinho como inspiração no futebol. O atacante do Bangu afirmou que se espelha também em jogador com grandes carreiras, como Juninho Pernambucano, do Vasco e o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo.

- Robinho, quando jogava no Santos, é um grande incentivador, mas em quem eu espelho minha carreira é em atletas como Zé Roberto do Grêmio, Juninho Pernambucano do Vasco, Rogério Ceni entre outros. São jogadores que tem uma vida longa no futebol e não viveram de momento, isso sim eu acho o mais importante. Quero sempre me manter em alto nível, com um bom futebol e correspondendo da melhor forma - declarou o atacante, revelando que seu grande sonho é chegar na Seleção Brasileira, assim como seus ídolos.

- Meu Sonho é um dia chegar a seleção brasileira, jogar no Maracanã, ganhar títulos e através do meu trabalho dar uma excelente vida a minha família - finalizou.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA

LANCE!Net: Quais foram as pessoas que lhe ajudaram na sua caminhada?

Wellington Petinha: Primeiramente a Deus, sem ele nada teria acontecido, minha mãe que foi uma guerreira, meus irmãos Wagner e Wallace, meus familiares que me apoiam e meu amigo e empresário Gabriel. Também temos um agente no qual fazemos uma parceria, sou muito grato a ele também.

LN: Qual a mensagem que você deixa para os jovens jogadores?

WP: Queria dizer que se tiver algum jovem ou pessoa que tenha algum sonho, não pare de lutar pois só temos uma oportunidade de viver e que luta e dificuldade, sempre vai ter, mas temos que ficar focados nos objetivos e não abaixar a cabeça, independente de qualquer problema ou situação.

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