Conversa de irmão de Ganso com o Corinthians irrita a DIS e o próprio meia

Jogador está rompido com o familiar, e não quer interferência na negociação com o Timão, que está avançada

Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni - 12/05/2011 - 00:02 São Paulo (SP)

Ganso (Foto: Divulgação/Santos FC)

As negociações avançadas entre Corinthians, DIS e o meia Paulo Henrique Ganso causaram ciúme no irmão do jogador, Júlio Chagas de Lima, conhecido como Papito.

Rompido com Ganso há pouco mais de um mês, Papito reuniu-se com Ronaldo e o diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, na sede da 9ine na última segunda-feira, em São Paulo. Na pauta, gerenciamento da imagem e a transferência para o arquirrival.

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O fato causou estranheza e irritação em Ganso e seu estafe, que já haviam deixado bem claro que o irmão não responde mais por ele. Até mesmo os pais do meia, para evitar a exposição, saíram de Santos e voltaram para Belém, no Pará.

É por esse motivo que a assessoria de imprensa do jogador emitiu nota oficial nesta quarta-feira pela manhã, afirmando que "as únicas pessoas autorizadas para negociar em seu nome são o próprio jogador, os representantes da DIS Esportes e, em assuntos relacionados à imagem, sua assessoria de Comunicação."

Num passado recente, Papito também prestava serviços à DIS, mas a relação dele com a empresa e com Ganso estremeceu e chegou ao limite nas últimas semanas. Um dos motivos seria a aproximação com a diretoria santista e a insistência para o meia renovar o contrato com o Peixe. Ganso raramente era ouvido e não gostava do envolvimento do irmão no negócio.

O jogador segue comparecendo ao Cepraf, no CT Rei Pelé, em Santos, para recuperar-se da lesão muscular sofrida na coxa direita.

Como o LANCENET! revelou às 0h02 desta quarta, ele já tem em mãos o contrato oferecido pelo Corinthians: R$ 600 mil mensais, vínculo até o fim de 2012, mas com cláusula para liberá-lo a qualquer clube da Europa, assim que for esta a vontade dele. O desejo é o de se transferir em janeiro.

Há cerca de um mês, Ganso disse "sim" à proposta corintiana, garantiu que brigaria para deixar o Santos após a Libertadores e defenderia o rival no Brasileirão. Mesmo fora de combate, ele ainda quer o término da competição sul-americana para o desfecho do negócio.

Presidente do Sonda está internado no Incor

Outro fator que impede um "fato novo" é a internação do presidente do Sonda, Delcir Sonda, no Instituto do Coração.

Delcir Sonda, presidente do Grupo de Supermercados Sonda, está internado desde o dia 6 de maio no Incor, em São Paulo. A assessoria de imprensa do hospital só informa que ele passa por avaliações cardiológicas, mas que não tem previsão de alta no momento.

Como a DIS é o braço esportivo do Sonda, nenhuma negociação será definida enquanto Delcir estiver internado. Ele já havia autorizado a operação para o pagamento da multa contratual de Ganso para tirá-lo do Santos. No dia 12 de abril, o LANCENET! revelou que Ganso deu o aval para a transferência.

A DIS vai dar o dinheiro para o pagamento de R$ 26,7 milhões - que representa os 45% dos direitos econômicos que são do Peixe.

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