Inter admite motivação díspar em Gaúcho e Libertadores
Meia D'Alessandro ainda afirma que Gauchão é mais complicado
D'alessandro atuou 45 minutos no empate com o São Luiz, e diz que camisa não vai ganhar jogo (Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)
Eduardo Moura
Publicada em 01/04/2011 às 10:19
Porto Alegre (RS)
Ainda no campo após o final do empate com o São Luiz, no último fim de semana, D'Alessandro não teve papas na língua. Disse que o Inter não poderia mais perder pontos em casa – foram dois empates seguidos – e que as vitórias teriam de começar a aparecer no Gauchão. Quatro dias depois, pela Libertadores, show e 3 a 0.
Sem hipocrisia, D'Ale admitiu que a motivação para o Gauchão é diferente para a Libertadores. Jogar a maior competição da América não pode fazer o jogador se sentir do mesmo modo que atuar em um campeonato regional. Mesmo assim, Cabezón faz uma ressalva: camisa não ganha jogo.
- É mentira se eu falasse que não, que é o mesmo. Mas esse é o trabalho nosso, nos motiva, e temos que trabalhar o mesmo para Libertadores e Gauchão. Não podemos achar, e não achamos, que vamos ganhar só com o nome, porque é o Inter e porque vamos jogar no Beira-Rio. Então temos que trabalhar com humildade tanto na Libertadores quanto no Gauchão, e saber que o jogo com o São Luiz, no papel foi mais difícil que o jogo de ontem. Porque entramos com outra motivação, então não podemos dar moleza no Gauchão,temos obrigação de ganhar a segunda taça, como ano passado. E se ganhamos temos que ir a uma final, e gostaria de definir em casa – opinou o argentino.
Caçado sempre em campo, o camisa 10 colorado também traçou um paralelo entre a rispidez das duas competições. E deu ganho de causa para o Gauchão.
- Quem manda é a arbitragem, é quem pode marcar o limite dentro do campo, podemos reclamar, como reclamo, mas quem marca o limite é ele. Faz parte, eu aceito na Libertadores é assim, toma chegadas fortes, pancada, e você se levanta e joga de novo. É mais difícil pra mim o Gauchão, os cara batem sem bola, quando o juiz está olhando para o ceu, é mais difícil o Gauchão que a Libertadores. Até porque machuquei ano passado no Gaúcho, e acho que foi uma jogada com intenção,então sou mais precavido – explicou.
Na vitória sobre o Jorge Wilstermann, D'Alessandro sofreu a falta que deixou o time boliviano com um a menos no Beira-Rio. Antes, havia também levado um carrinho por trás do mesmo jogador, Fernandez.
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