Cruzeiro: uma equipe com duas alternativas táticas

Mancini implantou dois esquemas no Cruzeiro. Técnico usa o 4-3-3. Mas, quando o sistema não funciona, muda para o 4-4-2

Marcellus Madureira
Thiago Fernandes
- 10/04/2012 - 08:29 Belo Horizonte (MG)

Cruzeiro x Tupi - Campeonato Mineiro - Vagner Mancini (Foto: Ramon Bitencourt)

A variação tática é um trunfo do Cruzeiro neste início de temporada. A equipe do técnico Vágner Mancini tem alternado entre o 4-3-3 e o 4-4-2 no decorrer de seus confrontos. E o rodízio feito pelo comandante tem dado certo.

Nas últimas seis partidas da Raposa, o treinador optou por um esquema mais ofensivo, com três atacantes. Contudo, nos clássicos diante de América e Atlético, por exemplo, Vágner Mancini teve de fazer alterações no time durante os duelos, substituindo um homem da linha de frente por um apoiador. As mudanças surtiram efeito e mostraram que o Cruzeiro pode atuar nos dois sistemas de jogo.

Leandro Guerreiro tira lições do clássico

O centroavante Anselmo Ramon acredita que, no futuro, haverá necessidade de o Cruzeiro trocar o esquema tático. Por isso, ele defende os alterações de formação.

– Nós sabemos que, em determinados jogos, não teremos condições de atuar com três atacantes. É bom aperfeiçoarmos outras táticas e estamos fazendo isso agora. A equipe fica mais tranquila para jogar aqueles jogos mais complicados – analisou o atacante, que ainda usou o clássico como exemplo:

– No clássico contra o Atlético, a mudança de esquema tático surtiu efeito e conseguimos empatar a partida após perdermos por 2 a 0.

Apesar dos problemas no dérbi, Leandro Guerreiro acredita que o Cruzeiro tem dois sistemas de jogo bem formados. Isso faz o volante azul defender as variações táticas.

– Hoje, nós temos dois esquemas bem definidos. Podemos variar isso até mesmo durante as partidas, quando necessário. Mas vamos continuar trabalhando forte, ajudando um ao outro. No clássico, por exemplo, não foi apenas a mudança de formação, mas também a força do grupo. Conseguimos reverter uma situação desfavorável quando estávamos perdendo por 2 a 0 – analisou o meio-campista cruzeirense.

Nesta quarta-feira, às 22h, contra a Chapecoense, pela segunda fase da Copa do Brasil, qual será o esquema tático da Raposa? Vágner Mancini terá apenas mais um treinamento para definir a formação celeste para o confronto.

Roger quer melhor posicionamento

Roger retornou ao time após um estiramento grau um na panturrilha direita (Foto: Gil Leonardi)

A formação com três atacantes exige um melhor posicionamento da equipe no meio de campo, principalmente no quesito marcação. E esta situação ainda incomoda um pouco os atletas do Cruzeiro.

Roger acredita que o técnico Vágner Mancini tem de acertar o posicionamento da equipe para esta temporada. O jogador vê a recomposição do ataque como necessária para uma melhora defensiva nas partidas.

– Com três atacantes, temos um buraco maior no meio de campo. Se você perder esse meio contra uma equipe de mais qualidade, você será envolvido. Isso é uma questão de adaptação ao esquema tático. Não temos de abolir o esquema, mas simplesmente reposicionar a equipe dentro de campo para não dar espaços aos adversários – avaliou o experiente meia-atacante, que assumirá a titularidade caso o esquema seja o 4-4-2.

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