Terceiro ex-preso de Oruro é identificado na briga do DF. Perito confirma!

A análise foi feita por peritos criminais do DF, aposentados e atuantes nas áreas de perícia judicial e particular da Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC)

Maurício Oliveira - 30/08/2013 - 06:04 São Paulo (SP)

 Torcedores do Corinthians envolvidos na briga (Fotos de Cleber Mendes/LANCE!Press e AFP)

Mais um dos 12 torcedores que passaram cinco meses e meio presos em Oruro (BOL) participou da briga entre membros de facções das torcidas de Corinthians e Vasco, dentro do Mané Garrincha, em Brasília, no último domingo. O terceiro identificado é Fabio Neves Domingos, o Dumemo, integrante da Pavilhão Nove.

A análise foi feita por peritos criminais do DF, aposentados e atuantes nas áreas de perícia judicial e particular da Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC), baseada em quatro fotos enviadas pelo LANCE!Net.

“Como resultado do exame de comparação de estruturas, proporções e características faciais individualizadoras, conclui-se que o indivíduo que aparece de frente na imagem ‘C’ (na arquibancada do Mané Garrincha), sem camisa, com corrente no pescoço, com tatuagem no peito e usando óculos na cabeça é a mesma pessoa que aparece nas imagens padrões (‘A’, ‘B’ e ‘D’).”, concluem Orlando Júnior e João Braz Neto, ex-presidentes da ABPC.

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Os dois primeiros ex-presos de Oruro – identificados pelo jornal “O Estado de S. Paulo” – na briga de Brasília foram Leandro Silva de Oliveira, o Soldado, e Cleuter Barreto Barros, o Manaus, ambos da Gaviões da Fiel. Eles, além do vereador de Francisco Morato Raimundo Cesar Faustino (PT), descoberto pelo LANCE!Net, estão proibidos de entrar nos estádios do estado de São Paulo por 90 dias pela Federação Paulista de Futebol e estão sendo indiciados pela Polícia Civil do DF, enquadrados no artigo 41-B do Estatuto do Torcedor. Se condenados, podem ficar três anos proibidos de entrar em estádios do país e ter de se apresentar em local determinado pela Justiça duas horas antes dos jogos do Corinthians e sair duas horas depois.

Em fevereiro, Domingos, Oliveira e Barros foram presos na Bolívia, acusados de participação na morte do boliviano Kevin Espada, aos 14 anos, atingido por um sinalizador, durante o jogo San Jose 1 x 1, pela Libertadores deste ano, mas soltos no início de agosto por falta de provas.

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