Chocolate neles! Paolo Guerrero pode se deliciar contra o Atlético-GO

Apadrinhado pelo ex-atacante Gerd Müller na base do Bayern de Munique, peruano ganhava um doce por cada gol marcado

Bruno Andrade
Renato Rodrigues
- 08/08/2012 - 07:40 São Paulo (SP)

Guerrero  - Corinthians (Foto: Tom Dib)

À espera da titularidade no duelo com o Atlético-GO, nesta quarta-feira, às 20h30, no Pacaembu, Paolo Guerrero pode ter a chance de colocar em prática uma velha estratégia que aprendeu nas divisões de base do Bayern de Munique (ALE): um gol, um chocolate.

Com a possível ausência de Danilo, que sentiu dores na panturrilha direita no treino de ontem no CT Joaquim Grava e depende de uma avaliação médica horas antes da partida para saber se joga, o camisa 9 do Corinthians quer provar que tem faro de artilheiro e apetite de um verdadeiro chocólatra.

Aos 18 anos, quando deixou o Alianza Lima (PER) para defender a equipe de Munique, o peruano foi "apadrinhado" por Gerd Müller, ídolo e dos um dos principais jogadores da história do futebol da Alemanha. Na ocasião, o ex-atacante era o coordenador da base do Bayern.

Em poucos meses, o garoto mostrou potencial e chamou a atenção da comissão técnica. Como forma de incentivar Guerrero a finalizar com qualidade, Müller, conhecido como “Bombardeiro”, lhe dava um chocolate por cada gol marcado. E o incentivo surtiu efeito. Em 66 jogos pelo time inferior, ele anotou 45 gols e, consequentemente, ganhou 45 doces.

– Müller foi o meu maestro na base. Sempre digo que um atacante não poderia ter trabalhado com melhor professor. Ele me ensinou a finalizar – afirma Paolo Guerrero.

Diferentemente de Müller, Tite não vai dar prêmio ao atacante. O treinador corintiano prefere “presenteá-lo” com vídeos para ajudar no entrosamento da equipe.

– Conversei com o Paolo (Guerrero) e mostrei um vídeo para evidenciar a diferença de jogar junto com dois atacantes de movimentação. Acredito no sistema com pivô, fomos campeões brasileiro assim – explicou, citando o tradicional 4-2-3-1.

Vídeo antes e doce depois? Paolo Guerrero já tem a receita do sucesso. Se cuida, Atlético-GO!

APROVEITAMENTO DO ATAQUE

A necessidade de o Corinthians voltar a fazer gols após duas partidas em jejum passa por um importante fundamento do ataque: o cruzamento. Apesar de liderar as estatísticas (é o time que mais cruza certo no campeonato, com média de 5,1 por jogo), as bolas pelo alto não têm surtido tanto efeito. Hora de ter um centroavante?

Na campanha pelo Brasileirão, apenas uma bola alçada na área originou um gol de cabeça. E foi o primeiro alvinegro na competição, com Danilo, contra o Figueirense. Depois disso, algumas bolas trabalhadas por baixo deram certo (caso de Romarinho contra o Palmeiras e Liedson contra o Sport), mas nada do legítimo cruzamento certeiro funcionar com um arremate.

A entrada de Guerrero deverá alavancar este fundamento. Com 1,85m de altura, o peruano será mais uma arma aérea contra os goianos. Jogando com JH, Romarinho e Douglas nos últimos jogos, Danilo, que é mais alto, era quem mais levava perigo neste quesito.

SOBE E DESCE DE GUERRERO

Confiança
Desde que chegou, Guerrero tem recebido elogios da comissão técnica e dos jogadores. Sempre com muita garra, costuma se destacar nos treinos e fazer gols. Nas últimas semanas, já era possível perceber o peruano brincando com os companheiros. É um sinal que ele vem se dando bem com o grupo.

Pouco tempo
O máximo que atuou em uma partida foram 30 minutos, contra o Bahia. Isso pode ter atrapalhado seu rendimento, já que falta entrosamento. Outro fator negativo é adaptação à arbitragem brasileira. Paolo costuma entrar forte. Já fez sete faltas e levou um cartão amarelo.

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