Blatter nega crise na Fifa: 'Apenas algumas dificuldades'
Extremamente exaltado, presidente da entidade deu entrevista coletiva nesta segunda-feira
LANCEPRESS!
Publicada em 30/05/2011 às 14:25
Zurique (Suíça)
Em meio a denúncias de corrupção, investigações, suspensão de membros e às vésperas da eleição mais turbulenta de sua história - que escolherá nesta quarta-feira o próximo presidente da Fifa - Joseph Blatter, atual presidente da entidade e candidato único no próximo pleito - deu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira em que não conseguiu disfarçar seu nervosismo e irritação.
Blatter se recusou a responder algumas perguntas, se desentendeu com alguns jornalistas e chegou a alterar a voz, pedindo respeito, mas negou que a Fifa esteja passando por uma crise.
- Crise? Se alguém puder, por favor, me descrever uma crise, então eu poderei responder. Estamos apenas passando por algumas dificuldades, que serão resolvidas dentro de nossa família - disse o suíço.
Nesta quarta-feira, as 208 federações nacionais que compõem a Fifa se reúnem na sede da entidade no Congresso que escolherá seu próximo presidente. A desistência do qatariano Mohamed bin Hammam no último sábado deixou Blatter como único candidato no pleito. No entanto, ele evitou comentar se a eleição deveria ou não ser adiada, mas afirmou que o Congresso desta quarta-feira tem o poder de fazê-lo.
- Se alguém quiser mudar algo na eleição, no Congresso de quarta-feira, os membros da Fifa poderão fazê-lo. É apenas o Congresso que poderá fazê-lo, por maioria, mudando a agenda do encontro no início do Congresso - disse.
Blatter declarou ainda que não há nenhum assunto a ser discutido sobre a escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022, apesar de o presidente da Concacaf Jack Warner ter divulgado, nesta segunda-feira, um e-mail em que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke afirma que "o Qatar quer comprar a eleição presidencial, assim como comprou a Copa de 2022".
Valcke confirmou o envio do e-mail, mas emitiu um comunicado esclarecendo que as declarações se referem à grande quantidade de dinheiro gasto pelo Comitê de Candidatura Qatar 2022 em lobby com os membros da Fifa, negando qualquer suposição de suborno.
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