Assistente de Bernardinho lamenta 'desespero' que deu certo do rival

Na ausência do comandante da Seleção, Rubinho atendeu a imprensa na chegada do time brasileiro ao país

LANCEPRESS! - 16/08/2012 - 11:53 São Paulo (SP)

Coletiva Vôlei Masculino - Rubinho, assistente técnico (Foto: Jorge Aguiar)

A derrota para a Rússia na final do torneio masculino de vôlei dos Jogos Olímpicos ainda não foi bem digerida pela Seleção Brasileira. A mudança feita pelo técnico Vladimir Alekno, que resultou na ida do central Dmitry Muserskiy para a posição de oposto, foi classificada como "desesperada" pelo assistente técnico de Bernardinho, Rubinho, na entrevista concedida na manhã desta quinta-feira.

- Foi uma situação que não havia acontecido nenhuma vez nessa temporada (a troca de posição de Muserskiy). Na Liga Mundial, ele havia jogado apenas dois sets dessa forma, e na Olimpíada nenhuma vez. Na verdade, isso foi uma última tentativa. Acho que foi uma atitude desesperada do técnico russo, não foi uma atitude de mestre - disse Rubinho.

Rubinho representou a comissão técnica da Seleção Brasileira na entrevista coletiva em um hotel em Guarulhos, na região da Grande São Paulo, por conta da ausência de Bernardinho. O treinador da Seleção não pôde comparecer por contar de um problema com o seu voo que viria do Rio de Janeiro para São Paulo, mas teve de retornar a sua origem.

Giba desabafa e diz que para o brasileiro ser prata não é nada

DESPEDIDA

Também presentes na entrevista coletiva, Giba e Serginho reiteraram a decisão de não atuar mais pela Seleção Brasileira. Os jogadores se juntam a Rodrigão e Ricardinho, que também fizeram nos Jogos Olímpicos a última competição com a camisa verde e amarela.

Tanto Giba quanto Serginho, no entanto, afirmaram que ainda não estipularam uma data para o fim de suas carreiras nos clubes. Serginho ainda tem contrato com o Sesi-SP, que disputa a Superliga Masculina, enquanto Giba assinou por duas temporadas com o Dream Bolívar, equipe do vôlei argentino.

- Eu vou jogar vôlei até enquanto as minhas costas aguentarem. Nunca fui uma pessoa de pensar para daqui a 2, 3 anos. Pensei sempre naquilo que ia acontecer na tarde, na manhã seguinte e vou continuar assim - afirmou o líbero.

- Eu ainda não pensei nisso. Nossa vida é muito corrida, então não consegui parar para pensar no que fazer (depois da aposentadoria). Mas, quanto a ser técnico, eu ainda não quero perder o restante da minha sanidade (risos). Não é algo que me instiga. Mas quero estar dentro do vôlei, fazer algo relacionado com o esporte - completou Giba.

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