Seleção aposta em rodízio de líberos para fase final do Grand Prix

Fabi e Camila Brait devem novamente se revezar em quadra nas partidas mais agudas do Brasil - que busca seu nono título 

Ivo Felipe - 26/06/2012 - 07:30 São Paulo (SP)

Camila Brait é uma das peças-chave da Seleção atualmente (Crédito: Divulgação/FIVB)

A Seleção Brasileira feminina aposta em uma formação incomum para a disputa da fase final do Grand Prix. A etapa decisiva tem início na madrugada desta quarta-feira, às 2h (de Brasília), em Ningbo (CHN). No duelo contra os Estados Unidos, o técnico José Roberto Guimarães fará novamente o rodízio das líberos para tentar frear as bicampeãs do torneio.

Após verificar problemas defensivos e no passe, sobretudo nesta parte final do ciclo olímpico, o treinador tem optado por revezar Fabi e Camila Brait. A iniciativa, utilizada pela primeira vez contra as próprias americanas na etapa de São Bernardo, se deu principalmente pela evolução de Camila Brait.

Antes costumeira reserva de Fabi, a líbero de 23 anos tem garantido seu espaço no time, que busca seu nono título no Grand Prix.

Brait fez ótima temporada no Sollys/Nestlé, pelo qual se sagrou campeã da Superliga Feminina – foi eleita a melhor recepção do torneio. No Grand Prix, ela aparece como nona melhor líbero no geral.

Em entrevista concedida ao LANCENET!, Brait admitiu que a novidade na rotação da Seleção ainda confunde até mesmo ela e Fabi.

– Algumas vezes ainda entramos em horas erradas, mas estamos nos adaptando. É uma questão de tempo. Esta tem sido uma experiência prazerosa – disse.

O êxito nos testes feitos até aqui cria dúvida para Zé Roberto. Ele estuda a viabilidade de levar ambas para a Olimpíada, o que significaria abrir mão de uma opção ofensiva. Para Brait, a chance de isso ocorrer é pequena, mas existe:

– Essa é uma decisão dele. Acho difícil, mas quem sabe ele não acorda de bom humor e leva as duas?

Confira um bate-bola com Camila Brait, em entrevista ao LANCENET!

Como você vê a disputa por posição com a Fabi?
A disputa por posição com a Fabi é sadia. Ela é uma grande jogadora, muito experiente. Sempre me ajudou bastante na Seleção.

Você foi titular da Seleção em jogo importante, contra Cuba, na semana passada. Serviu para ver que o Zé Roberto confia em você?
Foi bom demais, uma grande experiência para mim. Fico muito feliz em poder jogar ao lado de campeãs olímpicas. É um grande aprendizado. Cada dia aprendo mais com cada uma delas.

O Brasil oscilou muito ao longo deste Grand Prix. Você acredita que a equipe tenha chance de conquistar o título do torneio?
Nossa expectativa é muito boa. Tivemos altos e baixos, mas só perdemos uma partida no Grand Prix. Isso fez com que o grupo se unisse ainda mais para chegar bem a essa fase final.

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