No tie-break, Brasil vence o Canadá na Liga Mundial

Seleção Brasileira precisou de cinco sets para passar pelos canadenses, já sem chances de classificação no torneio

LANCEPRESS! - 15/06/2012 - 13:46 Tampere (FIN)

Brasil x Polônia - Liga Mundial (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Foi mais difícil do que se pensava, mas o Brasil confirmou o favoritismo e venceu o Canadá por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 25-19, 25-14, 19-25 e 15-9, em partida disputada em Tampere, na Finlândia. Com a vitória, a Seleção, líder do Grupo B, soma mais dois pontos na Liga Mundial, chegando aos 23.

Agora, os comandados de Bernardinho enfrentam os donos da casa neste sábado, às 12h30 (de Brasília). Os líderes de cada chave e o melhor segundo colocado de todos os grupos se classificam para a fase final do torneio, que será disputada em Sofia, na Bulgária.

O JOGO

1º set - O Brasil começou o jogo com Ricardinho explorando as bolas rápidas. Os mais acionados eram Murilo, que mostrou um grande aproveitamento, e Wallace, que não conseguiu virar a maioria das bolas, algo incomum se tratando do ponteiro campeão da Superliga com o Sada Cruzeiro. O Canadá, com um bloqueio muito bem postado, sobretudo na saída de rede, amortecia ou barrava a maioria dos ataques brasileiros. Winters e Van Lankvelt se mostravam impecáveis no tempo de bola dos ponteiros, e os meios-de-rede eram pouco acionados. No tempo técnico, o placar marcava 18 a 14 para os canadenses.

A bronca de Bernardinho, então, surtiu efeito: o Brasil conseguiu encaixar três bloqueios seguidos, igualou o marcador em 19 a 19 e obrigou o técnico canadense, Glenn Hoag, a parar o jogo.

Depois, o equilíbrio prevaleceu, mas a Seleção cedeu dois pontos em erros de ataque. O Canadá só administrou e fechou o set em 25 a 22, com um ponto de Schmitt.

2º set - Após verem os canadenses fecharem o primeiro set, os comandados de Bernardinho se acertaram em quadra. Com uma defesa mais consistente, Bruninho, que iniciou o set, passou a explorar mais as jogadas pelo meio, com bolas "chutadas" para Lucão, em jogada típica do Cimed. Quando a defesa do Canadá esteve melhor postada, o levantador acionou Murilo, que, com experiência e categoria, explorava o bloqueio ou achava boas diagonais. Com isso, o Brasil abriu quatro pontos de vantagem na parada técnica: 16 a 12.

Na volta, a Seleção se aproveitou da vantagem para forçar no saque, dificultando a linha de passe dos canadenses, que passaram a errar frequentemente, e quando a bola chegava ao ataque, o bloqueio brasileiro esteve bem postado na maioria das oportunidades. Resultado: 25 a 19 para o Brasil e o segundo set fechado.

3º set - Como a estratégia de explorar as jogadas pelo meio e forçar o saque deu certo, o Brasil manteve a receita da vitória do segundo set para o terceiro. A diferença, porém, foi na variação dos ponteiros: Bruninho resolveu acionar Thiago Alves com mais frequência, para explorar o lado esquerdo da defesa canadense e também dificultar a detecção do tempo de bola de Murilo. No segundo tempo técnico, 18 a 11 em favor da Seleção, com destaque para três aces (Thiago Alves, Sidão e Wallace). Depois, para encerrar, Winters, que esteve virando todas as bolas no primeiro set, foi pego no bloqueio de Sidão e Bruninho e só pôde lamentar enquanto a bola voltava no pé.

Saldo: 25 a 14 para o Brasil, que esteve longe de ser ameaçado no set.

4º set - Buscando fechar a partida, o Brasil seguiu forçando no saque. Porém, a defesa rival conseguia absorver as pancadas. O levantador McGovern achou o mapa da mina para sobrepujar a defesa da Seleção: o camisa 12, Schmitt, que se mostrou imparável no set e, não à toa, começou a caminhada para se tornar o maior pontuador da partida. O canadense virava todas as bolas e o bloqueio brazuca não conseguiu achar o tempo de bola do ponteiro, longe disso: enquanto o Canadá bloqueou o Brasil seis vezes, os comandados de Bernardinho não fizeram nenhum ponto neste fundamento. E, com um bloqueio triplo para cima de Thiago Alves, o Canadá deu o troco, até na forma de fechar o set. 25 a 19 e disputa no tiebreak.

5º set - No set decisivo, equilíbrio total no começo. O Canadá, já sem pretensões na Liga Mundial, mostrou que iria vender caro a derrota. A conversa após o quarto set foi assimilada: a partir do oitavo ponto, o bloqueio brasileiro voltou a funcionar: foram quatro no tiebreak, sendo o último e decisivo justamente em cima de Schmitt, que foi parado na hora em realmente era preciso. Com um esforço maior do que o imaginado, o Brasil fechou a partida com um 15 a 9 no tiebreak.

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