Em 'revanche', Brasil vence a Argentina e conquista o Torneio Super 4 no Paraná

Jogo desta quinta-feira, que teve até troca de agressões, em Foz do Iguaçu terminou 91 a 75 para a Seleção

- 12/07/2012 - 23:02 Fábio Aleixo, enviado especial a Foz do Iguaçu (PR)

Huertas - Brasil x Argentina (Foto: Colin Foster/CBB)

De amistoso não teve nada o duelo desta quinta-feira entre Brasil e Argentina na decisão do Super 4 de Foz do Iguaçu (PR). No meio de suas preparações para a Olimpíada de Londres (GBR), as seleções fizeram um jogo muito tenso e que chegou a ter até troca de agressões.

Assim, a vitória do Brasil por 91 a 75, que valeu o título do Super 4, serviu para dar moral a 17 dias da estreia nos Jogos Olímpicos. O triunfo também teve um gosto de revanche, já que na última sexta-feira o Brasil havia perdido para os hermanos por 80 a 74 na final do Torneio Super 4 de Buenos Aires.

Com 19 pontos, Tiago Splitter foi o cestinha do jogo, empatado com Luis Scola.

Na partida, o Brasil não pôde contar com Leandrinho (entorse no tornozelo esquerdo) e Leandrinho (lesão abdominal). A Agentina jogou sem Emanuel Ginóbili, que sofreu uma gastroenterite antes do início do jogo e ficou no hotel.

O JOGO

A partida começou com os dois times marcando em arremessos de três pontos. Do lado argentino, com Scola. Do lado brasileiro com Huertas.

O clima também ficou quente logo no minuto inicial, quando os árbitros marcaram uma falta a favor do Brasil e o técnico Julio Lamas invadiu a quadra para reclamar. Ele recebeu uma falta técnica e o Brasil fez 7 a 5, após dois lances livres e a posse de bola.

No ataque seguinte, a Argentina deixou o placar em 7 a 7. Esta foi a única igualdade no marcador ao longo do primeiro tempo.

A partir daí, o Brasil intensificou a defesa e passou a contar com Anderson Varejão e Marcelinho Huertas inspirados para construir uma boa vantagem. Após Huertas fazer 18 a 7 em um jumper, Julio Lamas parou o jogo.

A tônica seguiu a mesma e a menos de três minutos do final, o Brasil vencia por 26 a 14, sua maior vantagem até o momento.

Com dificuldades para executar seu jogo, a Argentina apostava muito em Scola. O ala-pivô chamou a responsabilidade e terminou o primeiro quarto com 11 pontos. Não fosse ele, o Brasil poderia ter se distanciado no marcador. Mas o período terminou em 28 a 21 a favor da equipe brasileira.

O segundo quarto foi marcado pela tensão. Quando restavam pouco mais de seis minutos para o intervalo, uma grande confusão se armou. Marcelinho Machado e Léo Gutiérrez começaram a discutir e o argentino agarrou o brasileiro pelo pescoço, levando um revide na sequência. Nenê entrou na confusão e deu um empurrão nos argentinos.

Não fossem os técnicos, os jogadores do banco teriam entrado em quadra. Rubén Magnano tratou de tranquilizar os brasileiros.

Como saldo da confusão, Machado e Gutiérrez foram excluídos e Nenê levou uma falta técnica, que levou Prigioni à linha do lance livre. Com dois acertos, deixou o placar em 38 a 31 para o Brasil.

A partir daí, em cada lance sempre houve tensão, com troca de empurrões e os jogadores deixando o braço. Melhor em quadra, o Brasil foi para o intervalo ganhando por 47 a 37.

A Argentina voltou do intervalo mais ligada e depois de pouco mais de cinco minutos cortou a vantagem brasileira para somente dois pontos. Pouco depois, Scola converteu mais uma cesta e a diferença caiu para um (57 a 56). O empate só não veio, pois o aregntino errou o lance livre de bonificação.

No ataque seguinte, Huertas respondeu com uma bola de trÊs. Na sequência, Tiago Splitter fez mais dois e Nocioni levou falta técnica, sendo exclupido do jogo, com cinco. Rapidamente, o Brasil voltou a ter oito de vantagem (64 a 56).

As equipe seguiram trocando pontos e o Brasil entrou no quarto decisivo vencendo por cinco: 66 a 61.

Com Splitter inspirado, após um início lento, a Seleção largou com tudo no quarto decisivo e abriu oito de vantagem após um belo chute de três de Larry (75 a 63).

Pouco depois, Splitter fez mais dois pontos,totalizando 17 e deixando o Brasil com 12 de vantagem (77 a 65). Depois, Larry acertou outra de três e a diferença subiu para 15.

A dois minutos do fim, Scola deixou a quadra e foi direto para o vestiário, aparentando ter uma lesão. À esta altura, o jogo estava liquidado. No tempo restante, o Brasil apenas administrou a vantagem para obter o triunfo.

BRASIL 91 X 75 ARGENTINA

BRASIL: Marcelinho Huertas (14), Alex (3), Marcelinho Machado (3), Anderson Varejão (17) e  Tiago Splitter (9). Entraram: Larry (16), Raulzinho (5), Matheus Dalla Guilherme Giovannoni (10), Nenê (4), Caio Torres Técnico: Rubén Magnano

ARGENTINA: Prigioni (11), Quinteros (1), Nocioni (13), Scola (19) e Juan Gutiérrez (7). Entraram: Campazzo (3), Laprovítolla, Léo Gutiérrez (5), Jasen (3), Kammerichs e Leiva (14). Técnico: Julio Lamas

Árbitros: Fabio Kover (BRA), Vander Lobosco (BRA) e Marcio Ruziska (BRA)
Excluídos: Marcelinho Machado (BRA) e Leo Gutiérrez (BRA)
Ginásio: Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR)

O repórter viaja a convite da Confederação Brasileira de Basquete (CBB)

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