Mineiro revela mudança para os penas e proposta para lutar e São Paulo

Lucas Martins fala ao L!Net sobre chance de lutar em seu peso de origem, diz que negocia retorno em show das finais do TUF Brasil 3 e mira topo da categoria ainda em 2014

Luis Fernando Coutinho - 21/04/2014 - 13:10 São Paulo (SP)

Lucas Mineiro (FOTO: Luis Fernando Coutinho)

Quando um lutador recebe um chamado do UFC, nem sempre ele pode pensar duas vezes antes de aceitar. Isso muitas vezes provoca uma mudança indesejada na carreira de um atleta. Lucas Mineiro, que é um peso-pena (até 66kg) de origem, teve de se testar nos leves (até 70kg) para estrear no Ultimate. A experiência foi ruim e o brasileiro acabou nocauteado por Edson Barboza em sua primeira luta na maior organização de MMA do mundo, em janeiro de 2013. Depois de três lutas no evento - outra nos leves e uma como peso-galo - Mineiro está perto de voltar à sua categoria normal.

Em entrevista ao LANCE!Net, o membro da Chute Boxe de São Paulo explicou como tem sido a negociação para poder se apresentar em sua divisão de origem. Depois de duas vitórias por nocaute, Mineiro teve de sair de dois compromissos por conta de lesão - um contra Bryan Caraway, em fevereiro; outro contra Johnny Eduardo, em novembro. Ele credita o ocorrido ao fato de estar no peso errado. 

 - Entrei no UFC na categoria até 70kg para tapar um buraco. Sempre lutei como peso-pena nos eventos nacionais. Tenho a maioria das minhas lutas nessa categoria. Depois que lutei com o Edson, tive de fazer outra luta nos leves, o UFC não deixou que eu descesse de divisão. Consegui vencer, mas pedi para mudar para os penas. Eles não deixaram, pois disseram que a categoria estava lotada. Falaram que eu podia descer para os galos (até 61kg) ou continuar nos leves. Desci para os galos, bati o peso, sofri, e ganhei a luta. Não senti nada demais, pois a luta foi rápida. Mas depois perdi duas lutas por conta de lesão. Nos galos, fico muito fraco e acabo me machucando nos treinos. Expliquei o que estava acontecendo, eles entenderam que eu preciso disso e finalmente, depois de um ano de UFC, vou lutar na minha categoria certa, que é a dos penas - explicou o lutador, em conversa com o L!Net em evento da Integralmédica, em São Paulo.

Lucas Martins ainda revelou que tem proposta para se apresentar no evento que contará com as finais do TUF Brasil 3, dia 31 de maio, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

- Estou treinando forte para atender a qualquer chamado do UFC. Mas já temos uma proposta para lutar nas finais do TUF Brasil 3, dia 31 de maio, mas nada concretizado ainda. De certo só que vou subir de categoria e lutar como peso-pena - declarou.

Em sua última luta, Lucas finalizou Junior Hernandez (FOTO: Alexandre Loureiro/UFC)

Confira um bate-papo com Lucas Mineiro
Como você avalia as mudanças na sua carreira depois de um ano no UFC?  
Depois que entrei no UFC, a visibilidade é bem maior com patrocínios, treinos. Antes eu tinha de dar aula também, ser professor. Hoje, tenho patrocínios que me permitem não precisar disso. Posso me focar só nos treinos para lutar. Me tornei um homem dentro do UFC. Estou vendo o UFC com outros olhos e treinando bastante. Acho que se tivesse estreado hoje contra o Edson Barboza - sem desmerecê-lo -, a luta teria sido diferente. Mas muitas vezes é assim que funciona. Você dá dois passos para trás para dar quatro pra frente.

Em quanto tempo você acha que consegue chegar ao topo da categoria?
Meu objetivo é ser top 10 ainda esse ano. Quero que o Ultimate me dê um cara duro. Quero mostrar que cheguei nessa categoria para ficar. Quero top 5, top 4. A categoria tem muitos caras bons. Acho que o José Aldo tinha de subir para os leves, pois já limpou a divisão toda. Sou fã dele. Mas é isso: quem o UFC colocar na minha frente, estarei pronto.

Mineiro tem três lutas e duas vitórias no Ultimate (FOTO: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Quantas vezes você pretende lutar em 2014?
Se não tiver lesão, quero estar lutando sempre. Em 2012, fiz nove lutas em um ano, não parei. Estou acostumado a lutar sempre em constante. Essas lesões que eu tive acabaram quebrando esse ritmo, então se eu lutar em maio, dali a dois meses já vou estar pronto de novo. Quero lutar o máximo o possível.

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