Herói da final da Liberta, Emerson Sheik desabafa: 'Dei a volta por cima'

Atacante do Corinthians, autor dos gols contra o Boca, lembra dispensa do Fluminense e diz: 'Sou profissional e não vou chorar'

LANCEPRESS! - 05/07/2012 - 00:29 São Paulo (SP)

Primeiro gol do Emerson Sheik - Corinthians x Boca Juniors (Foto: Tom Dib)

Herói da conquista do primeiro título da Libertadores da história do Corinthians, o atacante Emerson Sheik discursou de maneira emocionada após o duelo contra o Boca Juniors, nesta quarta-feira, no Pacaembu. Incrédulo com o feito, os dois gols marcados na final, deu um recado para seus críticos, aqueles que questionam seu profissionalismo.

– Hoje eu não vou chorar, eu já falei e pensei várias vezes... Muita gente não gosta de mim porque diz que eu não sou profissional. Mas estou muito feliz. Sou profissional. E hoje não vou chorar. Vocês erraram comigo. Sou campeão da Libertadores – declarou o camisa 11 alvinegro.

Sheik exalta grupo e pede: Não me tenham como herói

Emerson citou como exemplo as críticas que recebeu quando foi dispensado do Fluminense, em maio do ano passado, durante a disputa da Copa Libertadores. Ele foi acusado pela diretoria do clube carioca de ter cantado o funk "Bonde do Mengão Sem Freio" na concentração antes do duelo com o Argentino Juniors, pela competição sul-americana.

- O Andrés (Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians) que me trouxe, no momento difícil da minha carreira, afastado injustamente do Fluminense e dei a volta por cima - desabafou.

O atacante também se rendeu ao Corinthians após a conquista. Segundo ele, não há como explicar a sensação de uma conquista como essa para a Fiel.

- Na noite passada eu estava pensando: Por que estou aqui? O Corinthians tem mais de 100 anos, tantos jogadores já passaram por aqui, todos feras, muitos caras bons. Perguntei a Deus: Por que nós? É bom demais estar aqui. Não é bom fazer os gols, bom é ser campeão por essa torcida, por esse clube, não tem preço - declarou o heroi da conquista.

No jogo, além dos dois gols, no segundo tempo, com frieza e grande técnica, Emerson chamou a responsabilidade. Bateu de frente com os argentinos e não tremeu, sendo visto em discussões ríspidas por diversas vezes.

O zagueiro Caruzzo foi o que mais sofreu com a postura de Sheik. Eles travaram alguns embates durante a partida, Sheik chegou a morder um dos dedos do argentino e deu a cara para bater, literalmente. Após um bate-boca entre os dois, o corintiano virou o rosto para o jogador do Boca e o esperou, encerrando a provocação com uma ironia de que não estava tremendo.

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