Com gol de Fred, Flu bate Arsenal na estreia na Liberta

Time tricolor começou bem, mas deixou o ritmo cair e chegou a ser vaiado. Porém, garantiu os três pontos na primeira partida

LANCEPRESS! - 08/02/2012 - 00:05 Rio de Janeiro (RJ)

Fluminense x Arsenal de Sarandí - Copa Libertadores - Gol do Fred (Foto: Wagner Meier)

O Fluminense estreou na Libertadores na noite desta terça-feira, contra o Arsenal (ARG). Porém, desta vez, não conseguiu repetir a goleada aplicada em 2008 e começou a competição com uma vitória magra de 1 a 0. Fred, logo no começo do jogo, garantiu o triunfo.

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Com um time nervoso e a torcida mais ainda, a equipe sofreu com vaias e sobrou até para o técnico Abel Braga, que foi chamado de burro. Porém, apesar de certa pressão do time argentino no segundo tempo, a equipe das Laranjeiras começou a Libertadores vencendo.

Agora, o Fluminense enfrenta o Boca Juniors (ARG), na La Bombonera, outro time que perdeu para o tricolor na Libertadores de 2008.

GOL RELÂMPAGO

Mal o árbitro havia decretado o começo do jogo, falta para o Arsenal e gol do Fluminense. Após cobrança da intermediária, Cavalieri afastou e sobrou para Deco, o único na barreira. O camisa 20 acionou rapidamente Wagner pela esquerda e não demorou para receber de volta. O lateral Bruno passou, recebeu e foi à linha de fundo. A bola passou pela área a sobrou para Carlinhos, que tocou para trás e achou Fred, que não perdoou e abriu o placar com apenas dois minutos de jogo.

Veja os melhores lances do jogo


Após o gol, o Tricolor manteve o ritmo forte e impôs grande pressão, criando boas oportunidades. Porém, não soube aproveitar. O lateral-direito Bruno, bastante acionado, transformava a ala direita na principal válvula de escape. Mas a blitz da equipe das Laranjeiras durou dez minutos. Depois disso, como dito no jargão do futebol, tirou o pé do acelerador.

O Arsenal, por sua vez, apostava nos contra-ataques e chutões para o campo ofensivo. E em uma dessas jogadas, um susto para a torcida. O zagueiro Anderson errou o tempo de bola e a mesma sobrou nos pés de Leguizamon. Era apenas ele, Leandro Euzébio, Zelaya e Cavalieri. A escolha foi a de passar para o companheiro, que saiu na cara do goleiro do Flu, mas Zelaya estava impedido e os tricolores respiraram aliviados.

Nesse meio tempo, os comandados de Abel Braga tiveram oportunidade de ampliar a vantagem. Depois de troca de passes entre Wagner e Deco, o camisa 20 achou Fred na entrada da área. O atacante driblou Marcone e bateu na saída de Campestrini, que conseguiu fazer a defesa.

A equipe argentina começou a ter certa liberdade e trocava passes no meio de campo. Em uma tentativa de desestabilizar o adversário, os torcedores começaram a vaiar a cada passe do Arsenal. O Fluminense, por sua vez, havia perdido a boa saída de bola do começo do jogo e passava a apelar para os chutões. Edinho e Diguinho, bem marcados, não conseguiam dar continuidade às jogadas.

A partir dos 35 minutos, a partida mudou de panorama e o Arsenal teve duas grandes chances de deixar tudo igual no Engenhão. Primeiramente, com Leguiazon, que bateu apareceu na frente de Cavalieri, mas o goleiro evitou o gol. Logo depois, em um escanteio, Carbonero subiu mais alto que a defesa e cabeceou, mas mandou por cima da meta.

Perto do fim do primeiro tempo, mais uma chance argentina, quando Marcone levantou da intermediária e Carbonero desviou de cabeça. Cavalieri apenas olhou a bola sair.

Ao apito que determinou a primeira etapa, parte da torcida do Fluminense vaiou e outra parte aplaudiu.

NERVOSSISMO, VAIAS E THIAGO NEVES

O segundo tempo começou com o Arsenal dando um verdadeiro sufoco no Fluminense. Em poucos minutos, a equipe argentina levou perigo em, pelo menos, quatro oportunidades. O time de Abel Braga só conseguiu chegar ao ataque pela primeira vez depois dos seis minutos, quando, em um contra-ataque, Deco avançou e passou para Fred, mas o passe saiu com muita força e Campestrini saiu para fazer a defesa tranquilamente.

Com o começo de tempo ruim, a torcida tricolor não demorou para pedir a entrada de Thiago Neves, que aquecia com os outros companheiros. E os presentes estavam, realmente, impacientes. Após um cruzamento errado de Carlinhos, o nome de Carleto passou a ser gritado.

O nervosismo das arquibancadas parecia ter passado para dentro de campo. Os jogadores tricolores passaram a errar muitos passes e se enrolar nas próprias pernas. Aos 14 minutos, quase que Leandro Euzébio fez gol contra ao tentar cortar cruzamento de Nervo. Depois do lance, foi a vez do técnico Abel Braga ser vítima da insatisfação da torcida e ouvir o coro de "burro".

Até que um simples gesto fez o Engenhão explodir de alegria. Abel chamou Thiago Neves e a torcida comemorou como um gol. Logo no primeiro lance do camisa 7, ele achou Diguinho, que tentou avançar e sofreu falta na frente da área. E mais uma vez a torcida pediu por Thiago Neves, mas Deco bateu e mandou na barreira.

Por outro lado, os erros defensivos permaneciam e as bolas aéreas continuavam dando dor de cabeça.

Aos 27 minutos, o tempo fechou em campo. Após receber uma falta, Wagner tentou cobrar rapidamente, mas dois jogadores estavam parados na frente da bola e acabaram recebendo um chute. Revoltados, empurraram o jogador tricolor e os times começaram a se enfrentar. O árbitro, então, expulsou Wagner e Aguirre.

Com um a menos de cada lado, mais espaço em campo e mais correria para os jogadores, o que resultou em um aumento do número de faltas. Enquanto o Arsenal tentava trocar passes, o Fluminense não conseguia aproveitar a liberdade que tinha. Em uma jogada de contra-ataque, Diguinho deu um chutão e foi o estopim para que as vaias começassem a cada vez que tocava na bola.

Antes do fim da partida, o Tricolor teve ainda poucas oportunidades com Thiago Neves e Fred. Aos 44, Leandro Euzébio fez falta próximo à linha lateral e também recebeu o vermelho. O zagueiro saiu e Abel Braga msotrou toda a sua insatisafação com a atitude de Euzébio. Posteriormente à cobrança da falta, Digão entrou na vaga de Diguinho.

Apesar de toda as manifestações de insatisfação durante o jogo, no fim, a torcida tricolor aplaudiu e gritou o nome do time, que garantiu a vitória na estreia da Libertadores e agora se prepara para enfrentar o Boca Juniors (ARG), em La Bombonera.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 0 ARSENAL DE SARANDÍ (ARG)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 7/2/2012 - 22h (de Brasília)
Árbitro: Antonio Arias (PAR)
Auxiliares: Nicolas Yegros (PAR) e Hugo Martínez (PAR)
Renda e público: R$ 756.415,00 / 22.213 presentes / 28.928 presentes
Cartões amarelos: Deco, Fred (FLU); Burdisso (ARS)
Cartões vermelhos: Wagner 30'/2ºT (FLU); Aguirre 30'/2ºT (ARS); Leandro Euzébio 44'/2ºT (FLU)

GOL: Fred 2'/1ºT (1-0)

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzebio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho (Digão - 44'/2ºT), Wagner e Deco (Wellington Nem - 26'/2ºT) ; Rafael Sobis (Thiago Neves - 18'/2ºT), Fred. Técnico: Abel Braga

ARSENAL (ARG): Campestrini, Nervo (Adrian Gonzalez - 35'/2ºT), López, Burdisso e Pérez; Carbonero, Esmerado (Torres - 18'/2ºT), Marcone e Aguirre; Zelaya (Cordoba - 26'/2ºT) e Leguizamon. Técnico: Gustavo Alfaro

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