01/07/2012 - 06:00

Luis Scola mira terceira Olimpíada com pódio para a Argentina

Presente em todos os torneios importantes da seleção argentina nesta década, ala busca em Londres sua terceira medalha

Fábio Aleixo
São Paulo (SP)

Luis Scola está pronto para mais uma batalha. Aos 32 anos, o ala-pivô se prepara para disputar em Londres sua terceira Olimpíada e manter o status de "soldado-fiel" da seleção argentina.

Desde o início do século, o jogador não perdeu nenhuma grande competição pela equipe nacional. Em 12 anos, participou de duas Olimpíadas, três Copas América, três Pré-Olímpicos e três Campeonatos Mundiais.

Nem mesmo o astro Manu Ginóbili bateu cartão tantas vezes na seleção. Ele ficou fora, por exemplo, do Mundial de 2010, na Turquia.

- Eu gosto de jogar pela seleção. É divertido e emocionante poder enfrentar outros países. Os torneios da Fiba possuem um nível muito alto, o jogo é intenso e isso é ótimo para mim. Quando perco a forma, custa muito para recuperá-la. Então, também participo destas competições para que as férias não sejam tão longas e eu me prejudique depois – disse o jogador em entrevista exclusiva ao LANCENET!.

A participação em Londres será especial. A Olimpíada pode marcar o fim da chamada Geração Dourada da Argentina. A alcunha foi dada após a seleção conquistar o ouro nos Jogos de Atenas (GRE), em 2004. Dois anos antes havia, ficado com a prata no Mundial de Indianápolis (EUA), em 2002. O time também foi bronze em Pequim-2008.

Ginóbili, inclusive, declarou ao diário "Olé" que este será seu último torneio pela seleção. Outros integrantes daquele time, como Fabricio Oberto, Alejandro Montecchia e Walter Hermann já não defendem mais o esquadrão nacional.

- Não creio que a geração se acabe assim drasticamente depois destes Jogos Olímpios. É verdade que uma hora nós, jogadores de 2004, não estaremos mais juntos. Mas temos a esperança de que sempre cheguem novos jogadores que deem qualidade ao time. Mas é claro que os jogadores mais emblemáticos são difíceis de serem substituídos – disse Scola.

Cestinha do jogo que deu o ouro olímpico à Argentina em Atenas (contra a Itália) e segundo maior pontuador na partida que valeu o bronze em Pequim-08 (contra a Lituânia), Scola acredita que sua seleção tem novamente condições de brigar pelo terceiro pódio olímpico seguido, apesar de ver uma concorrência pesada em Londres.

Na primeira fase, a Argentina está no Grupo A, junto com Estados Unidos, França, Tunísia e mais duas seleções que se classificarão no Pré-Olímpico Mundial de Caracas (VEN), que começa nesta segunda-feira.

- Estados Unidos e Espanha estão em um nível acima. Depois, vem um grupo de cinco ou seis times que podem brigar por medalha. A partir daí, depende de como ande o torneio. Teremos a oportunidade de brigar por medalha, mas teremos de fazer uma preparação forte, trabalhar duro. Temos chances – afirmou Scola, do Houston Rockets, da NBA.

O ala-pivô é um dos três jogadores desta seleção que atuam na liga americana. Os outros são Emanuel Ginóbili (San Antonio Spurs) e Carlos Delfino (Milwaukee Bucks).



 

Bate-bola
Luis Scola, em entrevista exclusiva ao LANCENET!

LANCENET!: O que significa disputar uma Olimpíada?
Luis Scola: Estar em uma Olimpíada é sempre uma situação fantástica. É um evento gigante, que extrapola o basquete e os demais esportes. É um acontecimento cultural e social. Viver esta experiência como espectador é fantástico, como atleta é excepcional e é ainda melhor como um atleta com possibilidade de ganhar medalhas.

LNET!: Como você vê a Seleção Brasileira para esta Olimpíada?
LS: O Brasil chega muito bem. Gosto muito do (Rafael) Hettsheimeir, que é um jogador jovem. Mas ele é um tipo de baixa que o Brasil não vai sentir tanto, pois tem muitos jogadores bons nesta posição (pivô), como o Nenê, Anderson (Varejão) e Nenê. Brasil está no grupo das equipes que brigarão por medalha. É um time com potencial.

LNET!: O Brasil contará com o Larry Taylor, um americano naturalizado brasileiro. Como vê esta situação?
LS: É um pouco estranho. Sou uma pessoa que tende a ser mais tradicional com este tema da seleção. Se me ponho do lado do espectador, espero que o brasileiro jogue pelo Brasil e o argentino pela Argentina. Mas se o jogador se naturaliza brasileiro seguindo as leis, quem tem o direito de impedi-lo de jogar pela seleção? Mas se a naturalização é usada somente para tirar vantagem esportiva para uma competição, muda um pouco o espírito da coisa. Mas é difícil medir isso..

LNET!: Como é sua relação com o Rubén Magnano?
LS: Não falo tanto com o Rubén desde que ele foi ao Brasil. Tínhamos uma boa relação dentro da equipe, mas não nos falávamos tanto depois, porque cada um ia para o seu lado fazer o seu trabalho. Mas, se nos encontramos em algum lugar, a relação é sempre cordial. Quando vi ele pela primeira vez como técnico do Brasil eu achei estranho, mas hoje já está tranquilo.

LNET!: Sempre que joga contra o Brasil você tem atuações memoráveis. Este são sempre os jogo mais especiais?
LS: Não é a partida mais especial, mas sempre calham de ser jogos importantes, como na semifinal do Pré-Olímpico de 2007, a final do Pré-Olímpico de 2011, as oitavas de final do Mundial de 2010. São partidas importantes e nas quais é preciso estar bem preparado. Mas é sempre bonito jogar contra o Brasil, porque sempre conta com uma boa equipe. Além disso, há aquela rivalidade tradicional.

LNET!: Acredita que estará nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016?
LS: Cada vez fica mais difícil. Há quatro anos, tinha a certeza de que jogaria em Londres. A cada ano se torna mais pesado. Não sei o que pode se passar em quatro anos. Acredito que estarei bem. Mas também pesam outros fatores. Não sei nem se vamos nos classificar. Está cada vez mais difícil se classificar.

LNET!: E quais seus planos futuros? Pretende se aposentar na NBA ou voltar à Argentina?
LS: Minha ideia é tratar de jogar na NBA o quanto eu puder. Se puder me aposentar lá será fantástico. Não estou contente com minha última temporada. Quero dar um passo adiante no próximo campeonato, ser um melhor jogador.

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Pos País Critério L! Ouro Prata Bronze Total
1 Estados Unidos 225 46 29 29 104
2 China 190 38 27 22 87
3 Rússia 155 24 25 33 82
4 Reino Unido 140 29 17 19 65
5 Alemanha 85 11 19 14 44
6 França 67 11 11 12 34
7 Japão 66 7 14 17 38
8 Austrália 65 7 16 12 35
9 Coreia do Sul 62 13 8 7 28
10 Itália 53 8 9 11 28
11 Holanda 38 6 6 8 20
12 Hungria 37 8 4 5 17
13 Ucrânia 37 6 5 9 20
14 Espanha 33 3 10 4 17
15 Cazaquistão 28 7 1 5 13
16 Brasil 28 3 5 9 17
17 Cuba 27 5 3 6 14
18 Nova Zelândia 26 5 3 5 13
19 Irã 25 4 5 3 12
20 Canadá 25 1 5 12 18
21 Jamaica 24 4 4 4 12
22 Bielorrússia 24 3 5 5 13
23 República Tcheca 21 4 3 3 10
24 Quênia 19 2 4 5 11
25 Romênia 18 2 5 2 9
26 Dinamarca 17 2 4 3 9
27 Azerbaijão 16 2 2 6 10
27 Polônia 16 2 2 6 10
29 Coreia do Norte 14 4 0 2 6
30 África do Sul 14 3 2 1 6
31 Etiópia 14 3 1 3 7
32 Suécia 14 1 4 3 8
33 Croácia 13 3 1 2 6
34 Colômbia 13 1 3 4 8
35 Geórgia 12 1 3 3 7
35 México 12 1 3 3 7
37 Turquia 11 2 2 1 5
38 Suíça 10 2 2 0 4
39 Lituânia 10 2 1 2 5
40 Noruega 9 2 1 1 4
41 Irlanda 8 1 1 3 5
42 Índia 8 0 2 4 6
43 Argentina 7 1 1 2 4
43 Eslovênia 7 1 1 2 4
43 Sérvia 7 1 1 2 4
46 Mongólia 7 0 2 3 5
47 Tunísia 6 1 1 1 3
48 Trinidad e Tobago 6 1 0 3 4
48 Uzbequistão 6 1 0 3 4
50 República Dominicana 5 1 1 0 2
51 Tailândia 5 0 2 1 3
52 Eslováquia 5 0 1 3 4
53 Letônia 4 1 0 1 2
54 Egito 4 0 2 0 2
55 Armênia 4 0 1 2 3
55 Bélgica 4 0 1 2 3
55 Finlândia 4 0 1 2 3
58 Argélia 3 1 0 0 1
58 Bahamas 3 1 0 0 1
58 Granada 3 1 0 0 1
58 Uganda 3 1 0 0 1
58 Venezuela 3 1 0 0 1
63 Bulgária 3 0 1 1 2
63 Estônia 3 0 1 1 2
63 Indonésia 3 0 1 1 2
63 Malásia 3 0 1 1 2
63 Porto Rico 3 0 1 1 2
63 Taiwan 3 0 1 1 2
69 Botsuana 2 0 1 0 1
69 Chipre 2 0 1 0 1
69 Gabão 2 0 1 0 1
69 Guatemala 2 0 1 0 1
69 Montenegro 2 0 1 0 1
69 Portugal 2 0 1 0 1
75 Cingapura 2 0 0 2 2
75 Grécia 2 0 0 2 2
75 Moldova 2 0 0 2 2
75 Qatar 2 0 0 2 2
79 Afeganistão 1 0 0 1 1
79 Arábia Saudita 1 0 0 1 1
79 Bahrein 1 0 0 1 1
79 Hong Kong 1 0 0 1 1
79 Kuwait 1 0 0 1 1
79 Marrocos 1 0 0 1 1
79 Tadjiquistão 1 0 0 1 1
86 Albânia 0 0 0 0 0
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