11/08/2012 - 16:20

Bicampeãs! Brasil vira sobre os EUA e leva ouro em Londres

Na reedição da final olímpica dos Jogos de Pequim-2008, meninas do vôlei voltaram a bater as americanas, por 3 sets a 1,  e defenderam o título

LANCEPRESS!
Londres (ING)

Brasil x Estados Unidos - Vôlei Feminino (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

A Seleção Brasileira feminina de vôlei é bicampeã olímpica. Reeditando a última final dos Jogos, em Pequim-2008, a vitória por 3 a 1 sobre os EUA (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17), neste sábado, consagrou José Roberto Guimarães como o primeiro tricampeão olímpico do esporte brasileiro, todas as três oportunidades como técnico. Sem o peso do favoritismo, a Seleção Brasileira penou, mas cresceu na competição e entrou para um grupo seleto de bicampeãs olímpicas no vôlei feminino, igualando União Soviética (1968 e 1972) e Cuba (1992, 1996 e 2000).

Meninas do vôlei sofrem apagão, mas são bicampeãs olímpicas

A trajetória da Seleção em Londres teve nuances de uma narrativa épica. Fabíola, levantadora titular e eleita a melhor da posição na última Superliga, foi preterida e ficou no Brasil. Fernandinha, uma caloura de 32 anos e 1,72m na equipe brasileira, assumiu a titularidade no início da competição mais importante do ciclo, mas logo foi sacada. Entrou Dani Lins, de terceira opção à principal levantadora do grupo que sofria com um problema crônico no setor desde a saída de Fofão. Sem sentir o peso da responsabilidade, ela comandou a distribuição do jogo brasileiro com maestria.

E como não falar de Sheilla e sua inesquecível atuação no tie-break contra as russas - aliás, esse, um capítulo à parte nessa epopeia. Gamova e companhia eram sempre vistas como um fantasma para o Brasil. Bastava o time russo aparecer no caminho da Seleção que voltavam as lembranças daquele 24 a 19, na semifinal de Atenas-2004, das derrotas nos Mundiais de 2006 e 2010, como se fosse impossível vencê-las. Pois essa Seleção, aquela mesma que chegou em Londres desacreditada e fez uma primeira fase claudicante, tornou isso possível.

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GALERIA DE FOTOS
> As imagens do título olímpico do Brasil em Londres

               Americanas assistem à comemoração brasileira (Foto: Manan Vatsyayana/AFP)

Primeira fase essa que teve uma quase inexplicável derrota para a Coreia do Sul por 3 sets a 0. Teve também uma derrota para as próprias americanas, essa até dentro do previsto, por 3 a 1. A vaga só veio na última rodada, com a ajuda das americanas, que bateram a Turquia e mantiveram vivas as chances do Brasil de prosseguir no torneio.

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Em Jogos Olímpicos, o Brasil já havia encontrado as americanas em oito oportunidades, com quatro vitórias para cada lado. Mas na única final que as duas equipes haviam protagonizado, aquela de Pequim, há quatro anos, o Brasil levou a melhor. E voltou a triunfar na hora decisiva neste sábado.

Terminado esse ciclo olímpico, o futuro de José Roberto Guimarães à frente da Seleção feminina de vôlei ainda é incerto. De volta ao Brasil para assumir o comando do recém-criado time feminino de Campinas, o primeiro tricampeão olímpico brasileiro disse antes da Olimpíada que sua permanência dependeria muito do resultado obtido em Londres. Agora, é esperar e comemorar muito o bi.

O JOGO

A Seleção Brasileira não entrou em quadra no primeiro set e o time americano fez o que quis. A defesa dos EUA parecia intrasponível; as bolas de contra-ataque do Brasil quase nunca passavam para o outro lado da quadra sem tocar no bloqueio americano, e nas raras ocasiões em que não o tocavam iam direto para fora. Logo no início, as americanas abriram 4 a 1 e forçaram José Roberto Guimarães a parar o jogo. Não funcionou. Sem a mesma confiança das partidas anteriores do mata-mata, as brasileiras erraram demais - foram nove pontos dos EUA anotados em erros do Brasil, e mais três em bloqueios. Exagerando no respeito ao adversário, a Seleção foi presa fácil na primeira parcial, perdida por inacreditáveis 25 a 11.

Jogadoras e comissão técnica do Brasil fazem oração após ouro (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

Com outra atitude, mais agressivo, o Brasil voltou para o terceiro set melhor e abriu 3 a 0. Apesar de a defesa americana manter o mesmo nível de atuação da primeira parcial - com destaque especial para a ponteira Logan Tom, que vai jogar no Unilever na próxima temporada, operando milagres - os fundamentos da equipe brasileira melhoraram. O bloqueio, com Fabiana, passou a incomodar o ataque americano, e Sheilla, sumida no primeiro set, deu o ar da graça. Em uma jogada de muita categoria, ela apenas 'colocou' a bola no fundo da quadra adversária para fazer 15 a 12 para o Brasil. Dani Lins distribuiu melhor o jogo e deu mais volume para a Seleção, que empatou a partida, fechando o set em 25 a 17.

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O desempate em favor do Brasil veio com grandes atuações de Fernanda Garay e Jaqueline. A primeira, que iniciou muito mal a parcial com dois erros seguidos na recepção, se redimiu soltando o braço no ataque, garantindo pontos importantes para o Brasil. Jaqueline também apareceu bem no setor ofensivo, dificultando a vida de Logan Tom - em uma bola que iria para fora, a americana mostrou afobação e acabou cedendo o ponto para a Seleção Brasileira. O triunfo por 25 a 20 veio em uma pancada de Sheilla, que deixou o Brasil a um set do bi olímpico.

               Brasileiras com a medalha de ouro no peito (Foto: Marcelo del Pozo/Reuters)

A derrota iminente abalou os nervos da equipe americana. Errando em bolas bobas, os Estados Unidos pareciam denorteados com a proximidade de uma nova derrota para as brasileiras em uma final. Jaqueline, inspirada, conduziu o Brasil no set decisivo, o set que fez a Seleção 'patinho feio' da primeira fase virar campeã olímpica mais uma vez. Fim de jogo no Earls Court, 25 a 17 para a Seleção.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 3 X 1 ESTADOS UNIDOS
(11-25, 25-17, 25-20 e 25-17)

Local: Earls Court, em Londres (ING)
Data-Hora: 11/08/2012 - 14h30 (de Brasília)
Árbitro: Andrey Zenovich (RUS)

BRASIL: Dani Lins (2), Thaísa (7), Sheilla (15), Jaqueline (18), Fabiana (14) e Fernanda Garay (12). Líbero: Fabi. Entraram: Adenízia, Paula Pequeno, Fernandinha (1), Tandara e Natália - Técnico: José Roberto Guimarães.

ESTADOS UNIDOS: Berg (2), Harmotto (4), Larson (4), Hooker (14), Akinradewo (11) e Logan Tom (14). Líbero: Davis. Entraram: Scott-Arruda (1), Haneef-Park (1), Miyashiro e Hodge (6) - Técnico: Hugh McCutcheon.

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Pos País Critério L! Ouro Prata Bronze Total
1 Estados Unidos 225 46 29 29 104
2 China 190 38 27 22 87
3 Rússia 155 24 25 33 82
4 Reino Unido 140 29 17 19 65
5 Alemanha 85 11 19 14 44
6 França 67 11 11 12 34
7 Japão 66 7 14 17 38
8 Austrália 65 7 16 12 35
9 Coreia do Sul 62 13 8 7 28
10 Itália 53 8 9 11 28
11 Holanda 38 6 6 8 20
12 Hungria 37 8 4 5 17
13 Ucrânia 37 6 5 9 20
14 Espanha 33 3 10 4 17
15 Cazaquistão 28 7 1 5 13
16 Brasil 28 3 5 9 17
17 Cuba 27 5 3 6 14
18 Nova Zelândia 26 5 3 5 13
19 Irã 25 4 5 3 12
20 Canadá 25 1 5 12 18
21 Jamaica 24 4 4 4 12
22 Bielorrússia 24 3 5 5 13
23 República Tcheca 21 4 3 3 10
24 Quênia 19 2 4 5 11
25 Romênia 18 2 5 2 9
26 Dinamarca 17 2 4 3 9
27 Azerbaijão 16 2 2 6 10
27 Polônia 16 2 2 6 10
29 Coreia do Norte 14 4 0 2 6
30 África do Sul 14 3 2 1 6
31 Etiópia 14 3 1 3 7
32 Suécia 14 1 4 3 8
33 Croácia 13 3 1 2 6
34 Colômbia 13 1 3 4 8
35 Geórgia 12 1 3 3 7
35 México 12 1 3 3 7
37 Turquia 11 2 2 1 5
38 Suíça 10 2 2 0 4
39 Lituânia 10 2 1 2 5
40 Noruega 9 2 1 1 4
41 Irlanda 8 1 1 3 5
42 Índia 8 0 2 4 6
43 Argentina 7 1 1 2 4
43 Eslovênia 7 1 1 2 4
43 Sérvia 7 1 1 2 4
46 Mongólia 7 0 2 3 5
47 Tunísia 6 1 1 1 3
48 Trinidad e Tobago 6 1 0 3 4
48 Uzbequistão 6 1 0 3 4
50 República Dominicana 5 1 1 0 2
51 Tailândia 5 0 2 1 3
52 Eslováquia 5 0 1 3 4
53 Letônia 4 1 0 1 2
54 Egito 4 0 2 0 2
55 Armênia 4 0 1 2 3
55 Bélgica 4 0 1 2 3
55 Finlândia 4 0 1 2 3
58 Argélia 3 1 0 0 1
58 Bahamas 3 1 0 0 1
58 Granada 3 1 0 0 1
58 Uganda 3 1 0 0 1
58 Venezuela 3 1 0 0 1
63 Bulgária 3 0 1 1 2
63 Estônia 3 0 1 1 2
63 Indonésia 3 0 1 1 2
63 Malásia 3 0 1 1 2
63 Porto Rico 3 0 1 1 2
63 Taiwan 3 0 1 1 2
69 Botsuana 2 0 1 0 1
69 Chipre 2 0 1 0 1
69 Gabão 2 0 1 0 1
69 Guatemala 2 0 1 0 1
69 Montenegro 2 0 1 0 1
69 Portugal 2 0 1 0 1
75 Cingapura 2 0 0 2 2
75 Grécia 2 0 0 2 2
75 Moldova 2 0 0 2 2
75 Qatar 2 0 0 2 2
79 Afeganistão 1 0 0 1 1
79 Arábia Saudita 1 0 0 1 1
79 Bahrein 1 0 0 1 1
79 Hong Kong 1 0 0 1 1
79 Kuwait 1 0 0 1 1
79 Marrocos 1 0 0 1 1
79 Tadjiquistão 1 0 0 1 1
86 Albânia 0 0 0 0 0
86 Andorra 0 0 0 0 0
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86 Antígua e Barbuda 0 0 0 0 0
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