Ministro do Esporte visita Beira-Rio e descarta "Plano B"
Fifa havia feito exigências para o Inter
Deputado Beto Albuquerque(esq.), Prefeito de Porto Alegre José Fortunatti, presidente do Inter Vitório Piffero e Ministro dos Esportes Orlando Silva(dir.)(Crédito: Eduardo Moura)
LANCEPRESS!
Publicada em 29/10/2010 às 18:26
Deputados, ministro, prefeito. Não é o que se vê geralmente em um dia comum em um estádio de futebol. Com a Copa do Mundo, porém, fica cada vez mais comum esta situação. Foi o que aconteceu no Beira-Rio, com a visita do Ministo dos Esportes Orlando da Silva, para inspecionar as obras do estádio visando a Copa de 2014, e garantir que o Beira-Rio foi escolhido pelo governo estadual e prefeito para sediar a competição, e que isso será cumprido.
Segundo o ministro, o Beira-Rio será o estádio da Copa. Apesar de a Arena do Grêmio também ser um estádio nos moldes da Fifa, a escolha pelo palco vermelho não mudará.
- Torço para que a Arena tricolor fique pronta, para os torcedores terem um estádio a estatura do Grêmio. Mas a decisão foi tomada pela prefeitura e governo do Estado, e a decisão foi que o estádio da Copa será o Beira-Rio. A decisão é fazer o Beira-Rio o estádio da Copa de 2014.
A situação do estádio colorado havia ficado sob alerta depois que a Fifa, por meio do Comitê Local de Organização, pediu o rebaixamento do gramado e garantias bancárias para a realização das obras. Sobre as garantias, Orlando Silva fez um apelo para que o Banrisul auxilie o Inter na captação de recursos junto ao BNDES.
- Tenho segurança, conheço a gestão do Inter. Vou insistir com o governo que o Banrisul coopere na captação de recursos junto ao BNDES. O Banrisul pode ser uma espécie de cheque-especial, uma garantia adicional.
O presidente do Internacional Vitório Piffero também pareceu otimista quanto ao uso do Banrisul para garantir à Fifa que o Colorado tem recursos para reformar seu estádio. Segundo ele, nenhum estádio no Brasil já tem os recursos que o Inter tem para utilizar nas obras.
- Banrisul é o nosso grande parceiro. Todo nosso giro passa pelo Banrisul. É o nosso patrocinador. Sem dúvida seria muito bom a concretização. O empréstimo seria de parte do valor, como uma garantia sobre a quebra de fluxo de caixa, aí entraria o BNDES e o Banrisul. Temos um estudo onde mostra que o quebra de fluxo seria no máximo de 70 milhões de reais, mas isso depende da velocidade de venda das suítes. Temos em caixa 40% do valor necessário para fazer a obra. Não sei de nenhum outro estádio que tenha esse recurso garantido.
Piffero também comentou as divergências de projetos entre o Inter e a Fifa. A principal questão é a visibilidade do campo: a entidade exige rebaixamento do gramado, e o Inter diz que provará não ser necessário.
- As diferenças de projeto são questões teóricas que se resolvem na prática. Demonstraremos de novo que a visibilidade é perfeita sem o rebaixamento do gramado - garantiu.
Além das obras no estádio, Orlando Silva ressaltou sua satisfação pelas mudanças de infra-estrutura da cidade estarem em dia. Citou algumas obras, como a duplicação da Av. Beira-Rio, o Aeroporto Salgado Filho, e o aumento da Av. Tronco.
- Fiquei muito feliz com a intervenção da Prefeitura, sobretudo as obras de transporte. Já está executando a obra de duplicação da avenida Beira-Rio, e tem na fase final a contratação das obras de alguns corredores de ônibus, da Av. Tronco. Fiquei feliz também sobre a avaliação da Infraero a respeito do Salgado Filho. Teremos em 2013 aeroporto com capacidade dobrada - elogiou.
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