Só vitória contra o Santa Cruz-RS aliviará pressão sobre Caio Junior
Grêmio recebe equipe de Santa Cruz do Sul em jogo que pode amenizar a situação do já contestado treinador
LANCEPRESS!
Publicada em 11/02/2012 às 07:45
Porto Alegre (RS)
O Grêmio terá neste sábado, diante do Santa Cruz-RS, às 21h, no Olímpico, em jogo da sétima rodada do Gauchão, nova oportunidade para amenizar a pressão que o técnico Caio Junior vem sofrendo em razão dos resultados tímidos do Tricolor no Estadual: três vitórias, um empate e duas derrotas (aproveitamento de 55,6%).
Números modestos para um clube que gastou cerca de R$ 20 milhões em contratações e sonha com títulos. O Imortal é apenas o quarto colocado no Grupo 2 do Estadual, mas graças à punição sofrida pelo Cruzeiro-RS, que perdeu seis pontos em razão da escalação irregular do atacante Jô.
Após a vitória contra o Ypiranga, na última quarta-feira, que veio após o gol do zagueiro Douglas Grolli aos 48 minutos do segundo tempo, Caio não se conteve e transbordou emoção ao fugir da sua tranquilidade habitual.
– Não estou me sentindo pressionado. Sempre foi assim, sempre será assim. O treinador no Brasil não é ser humano, é de outro planeta. Estou acostumado – disse.
Nesta sexta-feira, mas calmo, se explicou em nova entrevista coletiva:
– A gente vive o futebol 24h por dia. Não temos tempo nem para a família, um jogo atrás do outro. Quando você não sente uma melhora na tabela, fica tenso. Acho que o jogo de Erechim foi um divisor de águas. Para desabafar, colocar para fora. Acontece em todas as famílias momentos de desgaste. Foi positivo. E levaremos isso para o jogo de amanhã (neste sábado).
Contratado com a missão de levar o Grêmio à Libertadores de 2013 – ano de inauguração da Arena Grêmio – e encerrar um jejum de títulos nacionais na Primeira Divisão, que dura desde a conquista da Copa do Brasil de 2001, o ex-atacante Caio Júnior ainda carrega o fato de ter sido revelado pelo Tricolor na década de 80. Vencer pelo Grêmio, desta vez como técnico, é uma verdadeira obsessão para ele. Na cúpula de futebol gremista, o discurso ainda é de incentivo ao treinador, apesar de, internamente, as críticas estarem aumentando.
– As dúvidas com relação ao Caio vão desaparecer em breve. Nós mudamos muito o elenco e ele precisa de tempo. A sua postura contra o Ypiranga só mostrou o quanto ele está se dedicando – disse Paulo Pelaipe, diretor executivo de futebol do Grêmio ao LANCENET!.
Os problemas de Caio Junior no Grêmio
Zaga inexperiente
O uruguaio Sorondo, de 32 anos, foi contratado para ser o líder da zaga gremista. No entanto, três dias após ser apresentado, sofreu grave lesão no joelho direito e deixou o clube. Com isso, os zagueiros mais experientes do Tricolor passaram a ser Naldo e Vilson, ambos com apenas 23 anos.
Cadê o camisa 10?
O Grêmio queria contratar Carlos Eduardo, revelado pelo clube, e Giuliano, ex-jogador do rival Inter. Acabou ficando sem os dois e ainda negociou Douglas, o dono da 10 nas últimas duas temporadas.
Azar gremista?
O confronto diante do Santa Cruz será o segundo sem os lesionados Mário Fernandes – este será desfalque pelos próximos três meses – e Julio Cesar, as válvulas de escape do Grêmio em campo.
COM A PALAVRA
CLÉBER GRABAUSKA
Comentarista e coordenador de esportes da Rádio Gaúcha
Três fatores explicam essa pressão toda
Três fatores explicam a pressão que o Caio Junior sofre. A primeira é o momento histórico do Grêmio, cujo último título faz tempo. Já o Internacional tem conquistado tudo. Com isso, o treinador tem de ter resultados em pouco tempo, pois a pressão é muito grande. A torcida quer títulos.
Ainda existe a questão de o foco do clube estar na construção da Arena Grêmio e o grande time prometido ter ficado pelo caminho. A dupla de ataque é ótima, mas o meio de campo é ruim. O Léo Gago ainda não mostrou a que veio e o Marco Antônio é jogador de Segunda Divisão, que se destacou junto com a Portuguesa apenas. Já a zaga é uma vergonha. Naldo e Douglas Grolli não podem jogar em um clube como o Grêmio.
O Grêmio, por exemplo, não conta com um diretor ou gerente de futebol. O Paulo Pelaipe (diretor executivo de futebol do Grêmio) é remunerado pelo clube, tem feito algumas escolhas erradas e criado atritos com a imprensa. O ideal seria alguém com uma ligação ainda mais direta com o Paulo Odone (presidente do Grêmio).
Você comentarista:
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Adimilson Galan
cade o gladiador? ou agora ele mudou de modalidade espancador de mulher, porque gol que e bom não estou vendo, jogadorzinho simples, igual a este esta cheio na varzer e não batem em mulher.
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