Gremistas contrariam Odone e não acham Gaúcho violento

Marquinhos e Gilberto Silva, porém, querem que árbitros coibam rodízio de faltas dentro do campo

Eduardo Moura - 28/03/2012 - 16:30 Porto Alegre (RS)

Marquinhos reclama de rodízio de faltas aos jogadores do Grêmio sem punição (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Após a lesão de Kleber, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, convocou uma entrevista coletiva, na qual denunciou uma suposta conivência da arbitragem do Gauchão com a violência. Os jogadores gremistas, no entanto, discordam das alegações do dirigente. Eles não viram maldade no lance, que quebrou a fíbula do Gladiador e nem no torneio, mas admitem o rodízio de faltas e reclamam da arbitragem nesse sentido.

Odone afirmou que a jogada em que Léo Carioca derrubou Kleber não teria sido um acidente. Marquinhos tomou caminho diferente e viu como uma fatalidade as duas lesões mais graves do Grêmio na temporada, a fratura de Kleber e a necessidade de cirurgia no ombro esquerdo de Mário Fernandes.

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- Violento não. Tem chegadas, infelizmente acredito que as duas perdas, o Mário e o Kleber, foram acidentes. Eu estava longe, mas acredito que aconteceu, foi uma fatalidade. Às vezes, falam algumas coisas para a gente. Tivemos palestras sobre arbitragem e foi dito que não ia ser tolerado o rodízio de faltas. Mas o Kleber sofreu muitas faltas. Disseram que isso geraria o amarelo. E isso não está sendo aplicado. Claro que também fazemos falta. Foi uma fatalidade, isso é do futebol - destacou Marquinhos.

Representante do sistema defensivo, o volante e zagueiro Gilberto Silva descartou também a violência dos jogadores no Estadual. O diagnóstico do capitão gremista é de que o futebol-força aumentou o número de faltas e o contato atualmente.

- O fato de a preparação física ter evoluído fez com que ao mesmo tempo as jogadas de contato aumentassem. O critério do comandante do jogo é que tem que existir, no caso o árbitro. Usar os mesmos critérios de punição. (...) Os jogadores de clubes grandes e habilidosos sofrem mais. É só ver o Kleber, em outros clubes também tem outros de qualidade. O árbitro tem que coibir esse tipo de situação. Tem que ter essa percepção. O que não pode haver é uma caça excessiva a esses jogadores - defendeu o pentacampeão.

O Grêmio ficará sem Kleber durante até seis meses. Serão três só de recuperação clínica e fisioterápica. Depois, inicia o processo de condicionamento físico e retorno aos treinamentos, o que pode durar outros três meses para que ele volte a atuar em alto nível outra vez.

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