Gigantes dão a largada! Veja como o Grêmio se prepara para 2013

Comandado novamente por Fábio Koff e com a Arena inaugurada, clube vai atrás de títulos de expressão novamente. Foram nove contratações até o momento, entre titulares e apostas

Eduardo Moura - 14/01/2013 - 10:01 Porto Alegre (RS)

Vanderlei Luxemburgo pode observar novamente o Grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio)

Com a viagem de São Paulo para Quito, na manhã desta segunda-feira, a Libertadores da América de 2013 já começou para o Grêmio. Está neste desafio, marcado para o dia 23, contra a LDU, no Equador, a esperança para que a temporada seja de títulos e o ano não acabe novamente sem uma taça no armário – o que ocorre desde 2001.

Para tal, o Grêmio tratou de se reforçar. Não com o grande nome prometido pelo presidente Fábio Koff, mas ainda assim com qualidade. Contratou, para o time titular, Cris, Dida e, talvez, Willian José. Recheou o grupo com os jogadores vindos do Juventude – goleiro Follmann, zagueiro Bressan, lateral-esquerdo Alex Telles, meia Ramiro e atacante Paulinho -, mais o meia Jean Deretti, do Figueirense.

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O grande ponto positivo da atual gestão, capitaneada por Rui Costa como diretor executivo de futebol, é a permanência dos valores que se afirmaram em 2012. O meia Zé Roberto, mesmo aos 38 anos, foi destaque da equipe. Assinou renovação por um ano. Pará foi dono da lateral direita: novo vínculo, desta vez por três anos. Souza, que se autodenominou “limitado”, mas que sustentou o meio gremista, foi comprado do Porto (POR) e fica com os gaúchos por cinco anos.

O técnico Vanderlei Luxemburgo costuma dizer que o ano que passou foi bom para o Grêmio, mas que não foi o suficiente. Ainda atrás de reforços, o comandante gremista não cansa de ressaltar que, porém, precisa ganhar um título pelo Tricolor.

O time base tem: Dida; Pará, Cris, Werley e Fábio Aurélio; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Kleber e Marcelo Moreno. Para o início da Libertadores, Werley está suspenso. Fábio Aurélio e Kleber não devem participar – o primeiro sente dores musculares dos treinamentos após a recuperação de cirurgia no joelho; o segundo se recupera de operação no tornozelo esquerdo.

Opiniões de jornalistas gaúchos
Base mantida, expectativas um pouco frustradas

Filipe Duarte, repórter e comentarista da Rádio Grenal

Um problema continua
O desafio do Grêmio é muito grande. Com a inauguração da Arena, a promessa e expectativa é de que um grande título pode chegar, interrompendo um jejum que dura 11 anos. Para isso, a direção deixa o técnico Vanderlei Luxemburgo à vontade para indicar reforços (como Cris e Dida) e escalá-los tranquilamente como titulares. Aliado a isso, também há aposta em meninos, como o lateral-esquerdo Alex Telles, vindo com ótimas referências do Juventude. Porém, a ausência de um atacante de velocidade pode prejudicar a equipe na hora de furar uma retranca – mesmo problema de 2012.

 

Gonçalo Cirne Lima, repórter da Rádio Bandeirantes

Se passar da LDU, incomoda
O ano de 2013 para o Grêmio não é um ano como outro qualquer. Marca a primeira temporada na nova Arena e também o retorno do presidente campeão do mundo, Fábio Koff, ao clube. A pressão de 12 anos sem títulos é cada vez maior. A equipe de Vanderlei Luxemburgo manteve a base da temporada passada. A direção gremista ainda contratou Dida, de 40 anos, que estava na Portuguesa, para ter um goleiro experiente, e Cris, zagueiro que estava desde 2003 na Europa, para o lugar de Gilberto Silva. É uma equipe muito experiente, que não deve sentir a pressão da Libertadores, obsessão do clube neste ano. Falta ao tricolor gaúcho um atacante de velocidade, para fazer companhia a Marcelo Moreno. Mais reforços devem ser anunciados nas próximas semanas. Caso passe pela LDU, na primeira fase da Libertadores, é uma equipe que pode surpreender na Libertadores e brigar por titulo no Brasileiro.

William Lampert, repórter do Correio do Povo

Sem grande nome, aposta é na base e em jovens
O Grêmio vive um ano histórico, o primeiro da era Arena. Com a inauguração da nova casa e a disputa da Libertadores, o torcedor sonha com a volta dos grandes títulos. Para isso, elegeu Fábio Koff, que foi o presidente do clube nas conquistas do Mundial e das duas Libertadores. A direção acatou todas as exigências de Vanderlei Luxemburgo para renovar o contrato. Estava refém da permanência do treinador depois da boa campanha no Brasileirão e com o retorno de Luiz Felipe Scolari à Seleção Brasileira. No entanto, sem muito dinheiro para investir, as contratações foram modestas. O projeto apresentado por Koff falava em um grande nome, que não veio. Os principais reforços foram as compras de Souza e Pará, além da chegada de Cris para ser o xerife da defesa. Todas as contratações passam pela indicação de Luxemburgo. No gol, o técnico pediu, e levou, a vinda de Dida. O clube apostou muito em jovens de times menores. Só do Juventude vieram cinco reforços, entre eles Alex Telles que inicia o ano como titular na lateral-esquerda. A aposta gremista é na base da boa temporada passada, mas o clube larga atrás dos principais concorrentes brasileiros na Libertadores, o grande objetivo de 2013.

Ígor Póvoa, repórter da Rádio Guaíba

Aposta no Brasileirão com Luxa
O horizonte do Grêmio apontava um 2013 diferente dos últimos 10 anos. A eleição de Fábio Koff transformou a carência do torcedor em esperança de voltar a conquistar títulos. A promessa de um grande time, a contratação de um grande jogador e o retorno do lendário presidente deram nova vida aos gremistas.  O início de temporada, porém, difere das expectativas. Se é verdade que, com muito esforço, o novo departamento de futebol manteve peças fundamentais do grupo, muito falta para o Grêmio tornar-se, definitivamente, candidato ao Tri da Libertadores, objetivo máximo e sonho antigo. As permanências de Luxemburgo, Zé Roberto e Souza mantém a qualidade de 2012, a base do time que surpreendeu a todos e chegou a disputar o título brasileiro. Mas falta. O Grêmio entrou na briga por Eduardo Vargas e não levou. O jogador prometido, aquele que seria o símbolo da equipe de 2013, ainda não chegou. E a realidade financeira é diferente do que se previa.
Com o grupo atual, o Tricolor tem chances reais de classificar-se à fase de grupos da Libertadores. Apenas uma tragédia muda esse caminho. Para o título da América, não. Precisa mais. Se tiver que apostar em um título gremista para 2013, fico com o Brasileirão. Simplesmente por Vanderlei Luxemburgo. Com um grupo parecido com o de 2012, vejo com mais facilidade o crescimento no longo campeonato de pontos corridos.

Camila Balotin, repórter e editora da TV Bandeirantes

A briga será por títulos
O Grêmio tem sua primeira decisão do ano bem cedo. A pré-Libertadores e o desafio de passar pela LDU (contado o adversário chamado altitude de Quito). As contratações foram titularidade, como o goleiro Dida e o zagueiro Cris, mas também de jovens promessas. Luxemburgo quer a Libertadores, o tricolor quer voltar a conquistar títulos no primeiro ano da casa nova, a Arena do Grêmio. O Tricolor chega forte esse ano, também brigando por títulos e incomodando os adversários pelo caminho.

Adriano de Carvalho, repórter do jornal Zero Hora

Experiência pela Libertadores
O Grêmio entra em 2013 vitaminado pela nova Arena e pelo retorno do presidente mais vitorioso, Fábio Koff, ao comando do clube. Embora o terceiro lugar no Brasileirão do ano passado tenha atrapalhado o planejamento e forçado o time a passar pelo mata-mata da primeira fase da Libertadores contra a LDU, o elenco está mais encorpado. E experiente. Os trintões e multicampeões Dida e Cris assumem as vagas de Marcelo Grohe, agora reserva, e Gilberto Silva, que foi para o Atlético-MG. O lateral Alex Telles, contratado junto ao Juventude, entra no lugar de Anderson Pico e dá mais qualidade ao lado esquerdo. O meio-campo, um dos melhores do país, mescla os jovens Fernando e Souza - que definiu sua permanência em definitivo após arrastada negociação com o Porto -, e duas referências técnicas: Elano e Zé Roberto. No ataque, Willian José assume a vaga do lesionado Kleber ao lado de Marcelo Moreno - artilheiro da equipe no ano passado e principal esperança de gols. Uma equipe com a mesma base de 2012 e que, sob a batuta de um Vanderlei Luxemburgo sedento pela conquista de sua primeira Libertadores, pode ir longe nesta temporada.

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