ÍDOLOS

Marcos Carneiro de Mendonça
Primeiro grande goleiro da História do Fluminense, também foi o primeiro camisa 1 a vestir o uniforme da Seleção Brasileira. Realizou 127 jogos no período entre 1914 e 1928 e sofreu 164 gols. Conquistou o tricampeonato carioca em 1917, 1918 e 1919. Anos mais tarde, alcançou o posto de presidente do clube, entre 1941 e 1943, quando o Tricolor conquistou o bicampeonato estadual em 1940 e 1941.

Preguinho
Ele é a definição de um atleta completo, pois competiu em sete modalidades pelo Fluminense, além do futebol. Preguinho defendeu o clube no vôlei, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei, atletismo e basquete, onde se tornou o segundo maior cestinha da História do Tricolor. No futebol, só defendeu o Flu. Foram 173 jogos e 156 gols entre 1925 e 1939, conquistando os Estaduais de 1937 e 1938. Pela Seleção, foi o autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Ele possui um busto na sede das Laranjeiras e o ginásio do clube leva o seu nome.

Castilho
Sem dúvida, o maior goleiro da História do Fluminense. Não apenas pelos 698 jogos (764 gols sofridos) entre 1946 e 1965, que o tornam o jogador que mais vestiu as três cores que traduzem tradição. Mas também por conquistar diversos títulos como a Copa Rio de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, e os Estaduais de 1951, 1959 e 1964. Porém, o que mais marcou sua história foi uma demonstração de amor ao time das Laranjeiras. Ele permitiu a amputação do dedo mínimo esquerdo depois de lesioná-lo pela quinta vez e saber que ficaria dois meses afastado. Tudo para voltar a defender o manto tricolor. Assim como Preguinho, também possui um busto na sede das Laranjeiras.

Pinheiro
Segundo nome na lista de jogadores que mais vestiram a camisa do Fluminense, Pinheiro era o verdadeiro xerife da zaga campeã da Copa Rio de 1952. Além disso, se destacava nas cobranças de pênaltis. Fez 605 jogos e marcou 51 gols, entre 1949 e 1963. Conquistou, além da Copa Rio, os Cariocas de 1951 e 1959, e os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960. Também dirigiu o clube em 111 oportunidades e conquistou a Taça Guanabara de 1971.

Telê Santana
Tricolor desde o nascimento, Telê era um atacante moderno que atacava e defendia com a mesma eficiência. Fez 557 jogos e marcou 161 gols entre 1950 e 1961. Conquistou a Copa Rio de 1952, os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, e os Estaduais de 1951 e 1959. Após se aposentar, o "Fio de Esperança" iniciou sua carreira de técnico nas Laranjeiras e conquistou o Estadual de 1969.

Waldo
Atacante rompedor e exímio finalizador, é o maior artilheiro do Fluminense, com a impressionante marca de 314 gols em 403 jogos. Defendeu a camisa do Flu entre 1954 e 1961, e conquistou os Torneios Rio-São Paulo de 1957 e 1960, e o Carioca de 1959.

Félix
Outro grande goleiro da História do Flu, Félix chegou às Laranjeiras em 1968, indicado por Telê Santana. Após ótimas atuações pelo Tricolor, foi convocado para a Copa do Mundo de 1970, onde foi titular naquela que é considerada a maior Seleção de todos os tempos. Conquistou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 - primeiro título brasileiro do clube - e os Estaduais 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976. Disputou 319 jogos e sofreu 261 gols entre 1968 e 1978.

Rivellino
Principal nome da Máquina Tricolor, time que marcou época na década de 70, Rivellino atuou pelo Flu entre 1975 e 1978. Apesar do pouco tempo, foi suficiente para eternizá-lo no rol de grandes nomes da História do Fluminense. Atuou em 159 jogos e marcou 57 gols, conquistando o campeonato estadual em 1975 e 1976.

Assis
Como esquecer do "Carrasco rubro-negro"? Assis jogou pelo Fluminense entre 1983 e 1987, e se eternizou na memória dos tricolores ao marcar gols decisivos em cima do maior rival. Conquistou o Brasileiro de 1984 e o tricampeonato estadual em 1983, 1984 e 1985. Disputou 180 jogos e emplacou 57 gols. FOrmou ao lado de Washington o "Casal 20".

Washington
Parceiro de ataque de Assis, também esteve nas principais conquistas do Fluminense na década de 80. É o oitavo maior artilheiro da História do clube, com 120 gols em 303 jogos. Vestiu a camisa tricolor entre os anos de 1983 e 1989.

Romerito
Símbolo da conquista do título brasileiro de 1984, "Don Romero" fez o gol da vitória sobre o Vasco na final. Ficou no clube por cinco anos, entre 1984 e 1989, e disputou 215 jogos, tendo marcado 57 gols. Até hoje marca presença no Brasil para acompanhar o clube.

Ézio
O "Super-Ézio" seguiu a tradição de centroavantes tricolores. Contratado em 1991, ficou nas Laranjeiras até 1995. Marcou 119 gols em 237 jogos e conquistou o Estadual de 1995. Ficou notabilizado como carrasco do Flamengo ao fazer 12 gols em jogos contra o rival.

Renato Gaúcho
A barriga mais famosa da História do futebol brasileiro deu a Renato Gaúcho o posto de ídolo eterno dos tricolores. Apesar de sua breve passagem (foram 71 jogos e 26 gols entre 1995 e 1997) e da identificação que possuía com o Flamengo, o gol que tirou o jejum de nove anos sem títulos estaduais, justamente no ano do centenário do maior rival, entrou para a eternidade. Este foi o único troféu de Gaúcho como jogador pelo Flu. Antes de encerrar a carreira, chegou a ser treinador-jogador do Tricolor, no pior período do clube. Depois, teve diversas passagens pelo comando do Fluminense. A principal foi entre 2007 e 2008, quando conquistou a Copa do Brasil e foi vice-campeão da Copa Libertadores.

Marcão
Voluntarioso, conquistou a torcida e virou ídolo por sua raça e dedicação ao Fluminense. Encarnou o espírito campeão do clube e foi peça importante no título da Série C, em 1999. Além disso, conquistou os Estaduais de 2002 e 2005. Fez 397 jogos e marcou 22 gols entre 1999 e 2006. É o décimo jogador com mais partidas pelo Fluminense.

Thiago Silva
Foi a torcida tricolor que deu ao zagueiro o apelido de Monstro. Também pudera. Thiago Silva defendeu as cores do Fluminense entre 2006 e 2008. No período, se tornou um dos maiores defensores que já vestiu a camisa do time das Laranjeiras. Foi um dos destaques do título da Copa do Brasil de 2007 e teve atuações memoráveis na campanha do vice-campeonato da Copa Santander Libertadores.

Conca
Último grande ídolo do Fluminense, comandou a equipe no tricampeonato brasileiro de 2010. Adiou uma cirurgia no joelho esquerdo durante a temporada e atuou em todos os jogos da campanha vitoriosa no sacrifício. Além disso, foi eleito o melhor jogador do torneio. Até hoje a torcida clama por sua volta ao clube onde obteve maior brilho. Participou de 210 jogos e marcou 40 gols entre 2008 e 2011.