Ataque do Flu em fase ruim: dois jogos de seca e queda de finalizações certas

Time não ficava sem balançar as redes desde a quarta rodada do Brasileirão. Poucos passes certos ajudam a explicar a situação

LANCEPRESS! - 30/07/2012 - 10:00 Rio de Janeiro (RJ)

As imagens de Fluminense 0 x 0 Atlético-MG (Foto: Alexandre Loureiro)

Antes motivo de alegria da torcida tricolor, o ataque do Fluminense começa a preocupar seus torcedores. Já são duas partidas sem marcar pelo Brasileirão - a média antes dessas últimas rodadas era de dois gols por jogo - e o número de chutes certos também caiu abruptamente.

Dono do terceiro melhor ataque do campeonato, com 22 gols, o Flu não balançou as redes contra o Atlético-MG, neste domingo, e contra o Grêmio, na rodada anterior. A única outra vez que isso havia acontecido foi ainda pela quarta rodada da competição, no empate com o Internacional.

Além disso, somando o desempenho nas últimas três partidas, o Tricolor deu apenas oito chutes certos ao gol. Para comparação: só na goleada sobre o Bahia, foram nove. E a média da equipe neste Brasileiro é de quatro finalizações corretas por jogo, número alcançado contra o Galo.

Flu e Atlético-MG ficaram no 0 a 0



- Isso (ficar dois jogos sem marcar) é um tipo de pressão, mas temos o segundo (na verdade, terceiro) melhor ataque do torneio. Falam que o Flu usa a bola longa, mas é difícil sair jogando. Isso não me proecupa. Os jogadores da frente não marcaram? Mérito do rival. Nós tivemos muito mais chances de marcar do que o Galo - comentou Abel Braga.

Raiz do problema: os passes

A explicação para o problema pode estar não nos pés dos atacantes, mas sim na elaboração das jogadas. Houve uma grande queda no número de passes certos nas últimas três rodadas, segundo o LANCE!FOOTSTATS. Contra Atlético-MG, Grêmio e Ponte Preta foram 179, 177 e 243 toques certos, respectivamente. Sendo que a média do próprio time é de 273 passes corretos por partida (a do campeonato é de 290).

Com menos passes certos, o Fluminense fica menos com a bola e cria menos chances para finalizar. Assim, fica difícil balançar as redes rivais.

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