Abel Braga terá de ser mais uma vez o psicólogo do Flu

Técnico terá novamente a tarefa de tirar o elenco da fossa após doloroso episódio. Missão será mais fácil do que em 2011

Rodrigo Lois - 26/05/2012 - 08:00 Rio de Janeiro (RJ)

Abel - Treino do Fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

A eliminação da Copa Santander Libertadores veio com requintes de crueldade. No último minuto, em casa, após a melhor campanha na fase de grupos. Que trauma para os jogadores do Fluminense. Por isso, mais do que nunca, o técnico Abel Braga terá de voltar a fazer as vezes de psicólogo, um de seus melhores papéis.

Apesar da relativa descontração ontem, o elenco ainda está abatido pelo empate com o Boca Juniors (ARG). Desde quarta-feira, sempre que pode, o treinador tem procurado levantar a autoestima nas Laranjeiras. Conversas com todos no vestiário, inclusive roupeiros e equipe médica. Cumprimentos e abraços. As estratégias são várias, mas talvez a principal delas é ressaltar a qualidade dos jogadores e o bom ambiente no clube.

Algo bem diferente de quando chegou, em junho do ano passado. Naquela época, o elenco estava rachado, órfão de treinador definitivo e as campanhas no Carioca e na Libertadores haviam sido bem abaixo das expectativas geradas pela conquista do Campeonato Brasileiro, em 2010.

– Agora o Fluminense já tem título nas costas e o ambiente é bom. Vai ser muito mais fácil. Todo grande time que passa por uma situação como essa sofre muito, mas estamos preparados – comentou Abel Braga.

Se naquelas circunstâncias e com a oscilante campanha no primeiro turno do Brasileirão (terminou em 10º lugar), o técnico conseguiu reanimar e unir os jogadores, imagine agora, com o grupo nas mãos.

– Nós olhamos os jogadores e já é uma tristeza diferente. Com certeza vai ser bem melhor nos próximos dias. A vitória sobre o Figueirense seria muito boa, porque já daria uma arrancada legal no Brasileirão – indicou o treinador e, por que não, também “psicólogo” do Fluminense.

Apoio ao treinador vem até das Arábias

Não são só os jogadores do Fluminense que estão no divã. O técnico Abel Braga também tem sofrido e muito com a saída Libertadores.

Para deixar a eliminação no passado e ainda por cima conseguir motivar o elenco, ele tem contado com a ajuda de seus próprios psicólogos. Alguns que até trabalham em “consultórios” rivais e ou muito distantes.

– Eu não podia imaginar que teria tantas pessoas a meu favor. Recebi mensagens de apoios de outros clubes daqui. Me ligaram até dos Emirados Árabes, lamentando a maneira como o Flu foi eliminado.

O treinador ainda está visivelmente chateado com a queda diante do Boca Juniors (ARG). O semblante dos últimos dias, fechado e observador, nem lembra a descontração de sempre.

Para se ter ideia: na entrevista coletiva, a pergunta inicial foi sobre o Figueirense, mas Abel Braga, no meio da resposta, desabafou sobre o ainda existente abatimento do elenco e se incluiu nos “fora da normal”.

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